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Internacional | 20/07/2021
Ford quer mandar carros inacabados para as concessionárias
A Ford planeja enviar para suas concessionárias nos Estados Unidos veículos semiprontos para depois receberem as peças que estão faltando. O objetivo dessa medida, que ainda está em estudo dentro da montadora americana, seria agilizar a entrega dos veículos para seus clientes.

A estratégia da Ford é evitar que os pátios da montadora fiquem lotados com esses carros que estão esperando a chegada de componentes eletrônicos, para serem enviados todos de uma vez em grandes lotes, como revelou reportagem do site Automotive News. Dessa maneira, seriam enviadas posteriormente apenas as unidades eletrônicas, mais fáceis e rápidas de transportar, o que também pode ser feito em lotes menores.



Outro problema da superlotação dos pátios das fábricas é que a produção precisa ser interrompida até que haja espaço disponível novamente para estocar os veículos inacabados. No final de abril, a Ford disse que já tinha 22 mil veículos parcialmente montados aguardando microchips.

Esse é só mais um capítulo da novela da crise dos semicondutores, que tem paralisado as linhas de montagem do mundo todo. Com isso, fábricas dos Estados Unidos e da Europa tiveram de recorrer a soluções criativas e inusitadas, como eliminar equipamentos de série, rebaixar nível de sofisticação e até recorrer aos tribunais para não parar sua produção (leia mais aqui).

Alguns concessionários Ford ouvidos pelo site disseram que estão preocupados com o risco da transferência da responsabilidade da fábrica para os revendedores. Outros, porém, aprovam a ideia porque permite que eles possam colocar algum produto para expor nas suas lojas, que hoje estão quase vazias.

Nos Estados Unidos, a Ford foi uma das montadoras mais atingidas pela crise dos semicondutores. A marca ocupava o primeiro lugar do ranking de veículos que deixaram de ser produzidos na região entre janeiro e maio, com 324.616 unidades perdidas, à frente da General Motors (277.966 veículos) e Stellantis (252.193).

A Ford já divulgou no início deste ano que a escassez de microchips custaria US$ 2,5 bilhões e reduziria sua produção neste ano em 1,1 milhão de veículos.

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