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Balanço | 23/10/2020
Autopeças registram déficit 33% menor em nove meses
A balança comercial de autopeças fechou o acumulado de nove meses do ano com déficit de US$ 2,1 bilhões, resultado 33,7% abaixo do anotado em igual período de 2019. O principal motivo foi a forte queda de 31,3% nas importações, que somaram US$ 5,98 bilhões de janeiro a setembro, ante US$ 8,71 bilhões em igual intervalo do ano passado. As exportações somaram US$ 3,83 bilhões, valor 29,9% mais baixo na comparação anual. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, que reúne os fabricantes do setor de componentes.


O setor registrou quedas importantes das exportações para a maior parte dos principais destinos das autopeças brasileiras. Para a Argentina, a retração foi de 30,3% no acumulado do ano, ficando em US$ 790,8 milhões – um ano atrás o valor FOB foi de US$ 1,13 bi. O país vizinho respondeu por 20,6% de tudo o que o Brasil exportou no período até setembro.

Da mesma forma, o valor diminuiu 36,9% e 29,6% respectivamente para Estados Unidos e México, segundo e terceiro maiores compradores de autopeças brasileiras neste ano: juntos, os países respondem por 32% das exportações. Para a Alemanha, a queda foi de 26,9%.

Do outro lado da balança, as importações brasileiras seguem sendo lideradas pela China, que de janeiro a setembro o Brasil importou o equivalente a US$ 1,09 bi em componentes chineses, o que corresponde a 18% do total gerado pelas importações do setor neste período. Contudo, o valor representa queda de 15,6% se comparado com as importações de iguais meses de 2019.

Também foram fortes as quedas das importações de Estados Unidos e Alemanha, segundo e terceiro maiores exportadores de peças para o Brasil, respectivamente. Em valores, o Brasil importou 24% e 43% a menos dos dois países: os EUA respondem por 11% das importações, enquanto as peças alemãs são 10,8% do total em nove meses.
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