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Crédito | 01/06/2020
Inadimplência sobe em abril e atinge 4,1%, aponta Banco Central


A inadimplência nos financiamentos de veículos atingiu 4,1% em abril, o maior índice de atraso nos pagamentos desde agosto de 2017, quando também chegou a 4,1%, segundo relatório preliminar do Banco Central sobre as estatísticas do sistema financeiro. Em março, o dado fechou em 3,8%. Em termos comparativos, o maior índice de inadimplência do ano passado foi de 3,4% e em 2018 foi de 3,8%.


Vale lembrar que o índice começou a cair em setembro de 2017 (3,9%) justamente quando o mercado de veículos dava os primeiros sinais de recuperação após a crise iniciada em 2014. De lá para cá, os atrasos nos pagamentos oscilaram, mas sempre dentro da casa dos 3% até atingir o menor índice da série histórica desde então, que foi registrado há exatamente um ano, em abril de 2019, quando a inadimplência ficou em 3,2%. Os dados se referem a pessoas físicas.

A inadimplência no setor de financiamento de veículos tem sido, nos últimos anos, a menor em comparação com outros setores do sistema financeiro, como cartões de crédito, cheque especial ou crédito pessoal, alguns deles na casa dos dois dígitos, considerando pessoas físicas.

Para pessoa jurídica (PJ), a inadimplência avançou de 1,1% em março para 1,3% em abril, sendo o maior índice para este ano até agora.

Outros dados do Banco Central também mostram a deteriorização do sistema de crédito para veículos, em parte já impactado pela nova crise causada pelo novo coronavírus. A taxa média de juros fechou abril em 20,4% contra 19,8% em março. A taxa começou o ano em 19,7%, mesmo com uma Selic em seu menor nível histórico (leia aqui).

Para PJ, o crédito também ficou mais caro em abril, atingindo juro médio de 12,3% - em março, este índice foi de 11,5%.

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus afetou drasticamente a liberação de crédito para a compra de veículos e caiu pela metade (50,6%) em abril ao somar R$ 4,26 bilhões. Em março, a concessão de crédito para o mercado tinha sido de R$ R$ 8,64 bilhões.

Com isso, o saldo das carteiras diminuiu 1,5%, passando de R$ 209,3 bilhões em março para R$ 206,2 bilhões em abril.
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