home not�cias an�lise quem � quem ABTV

acesse aqui a versão padrão

Crédito | 03/03/2020
Taxa de juros para veículos sobe mesmo com Selic mais baixa
A taxa de juros subiu para quem tomou crédito visando o financiamento de veículos, mesmo com uma Selic em seu patamar mais baixo da série histórica, hoje em 4,25%. Os dados mais recentes do Banco Central mostram que em janeiro a média fechou em 19,7% ao ano enquanto dezembro registrou média de 19,2%. Os índices se referem ao crédito concedido para pessoas físicas.




Por outro lado, a taxa de juros diminuiu 2,7 pontos porcentuais considerando o período de um ano: em janeiro de 2019 a média era de 22,4% a.a.

O movimento foi o mesmo para pessoas jurídicas, com aumento de 0,6 ponto porcentual na passagem de dezembro para janeiro, passando de 11,9% para 12,5%. No ano passado, em janeiro, a média para PJ havia fechado em 15,5% a.a.

CRÉDITO EM ALTA


A sede dos bancos em ganhar na taxa de juros se explica ao observar altos volumes de crédito liberado para o financiamento de veículos: as concessões aumentaram 18% no comparativo anual de janeiro, fechando em R$ 11,3 bilhões contra R$ 9,6 bi de igual mês do ano passado. Os volumes são referentes à soma destinada a pessoas físicas.

Os números para PJ também indicam aumento expressivo, de 62,5%, passando de R$ 1,6 bi para R$ 2,6 bilhões em um ano, considerando sempre os comparativos de janeiro. Este movimento confirma a relevância que as vendas diretas (inclui negócios para pessoas jurídicas) ganharam no último ano alcançando a maior participação já registrada pelo mercado de veículos. Na modalidade leasing, o volume de crédito concedido para veículos caiu de R$ 83 bilhões para R$ 69 bilhões na mesma base de comparação.

Com isso, o saldo das carteiras se elevou para R$ 207 bilhões para pessoas físicas, uma alta de 19% em um ano. Para PJ, o saldo fechou janeiro em R$ 51,1 bilhões, forte aumento de quase 80%.

INADIMPLÊNCIA COM VIÉS DE LEVE ALTA


A inadimplência no mercado de veículos é a menor se comparada com outros setores da economia, mas segue com variáveis baixas, embora com tendência de leve alta. O índice, que mostra o volume de atrasos nos pagamentos acima de 90 dias, fechou janeiro em 3,5% para pessoas físicas. Em dezembro, o índice era de 3,4% e há um ano foi de 3,3%.

No segmento de PJ, o índice fechou em 1% em janeiro, mas estava em 0,9% em dezembro. Em janeiro do ano passado, a inadimplência era de 1,1%.

O Banco Central deixou de divulgar os dados referentes à média dos prazos dos planos de financiamento de veículos.

[ voltar ]