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Aftermarket | 13/12/2019
Centro de peças Volkswagen em Vinhedo completa 15 anos em crescimento
Houve quem achasse exagero a transferência, em 2004, do centro de peças de reposição da Volkswagen da antiga Planta Anchieta para o moderno e imenso armazém de 132 mil metros quadrados (equivalentes a 18 estádios iguais ao Maracanã) em Vinhedo (SP), o maior do gênero na América Latina. Ao completar 15 anos de operação bem azeitada e faturamento em torno de R$ 100 milhões por mês, quase todo o espaço horizontal está ocupado com nada menos que 25 milhões de itens estocados – e segue crescendo, mas para cima, com a instalação de estantes mais altas.

Para atender as necessidades de manutenção e reparos de veículos com até 15 anos de idade que integram a maior frota circulante do Brasil e de 18 mercados externos para onde a Volkswagen já exportou seus automóveis brasileiros, o PA (sigla de parts and acessories, partes e acessórios) de Vinhedo só tem números superlativos: o giro é de 80 mil peças/dia do estoque de 25 milhões de 90 mil tipos de componentes (60 mil em estoque para pronta-entrega e 30 mil sob encomenda), que chegam todos os dias em 40 caminhões abastecidos por 600 fornecedores nacionais – incluindo as fábricas da Volkswagen em São Bernardo do Campo, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), que enviam partes estampadas como laterais, portas 3 capôs, e motores inteiros produzidos em São Carlos (SP). O centro também recebe itens importados de 100 fornecedores, principalmente da Alemanha, Argentina e Espanha.

De Vinhedo são despachados 25 caminhões diários de cinco transportadoras contratadas para entregas de peças no País em 650 concessionárias – 150 delas são da VWCO, que atendem caminhões e ônibus das marcas Volkswagen e MAN, que também usa o centro desde o início da operação, ocupa 30% do espaço e este ano pediu expansão de 4 mil m2 adicionais de área de estocagem.


Vista aérea do armazém de peças da Volkswagen em Vinhedo: em 132 mil m2 de área coberta

RITMO INTENSO



O centro atualmente trabalha em dois turnos de segunda a sexta-feira e horas extras na maioria dos sábados. O PA tem 560 empregados, a maior parte da operadora logística Ceva, que executa a operação desde 2010 e já renovou contrato por mais três anos. Este ano só haverá poucos dias de parada entre Natal e Ano Novo.

“Nosso ritmo tem sido intenso para atender os planos de crescimento da empresa na região. Foram programados 20 lançamentos de 2016 a 2020 e cada carro lançado multiplica a necessidade de peças de reposição”, afirma Wilson Duaik, gerente do PAC VW Vinhedo.



Nos últimos dois anos, o centro de peças recebeu investimentos de R$ 8 milhões, aplicados principalmente na ampliação de espaços verticais de armazenagem com a instalação de novas estantes metálicas, iluminação de LED que reduziu consumo de energia em 40%, compra de novas empilhadeiras mais eficientes e adoção de novos equipamentos e processos digitais, para aumentar a produtividade do fluxo interno de componentes e sua expedição aos concessionários.

Atualmente apenas 37% da área do armazém está verticalizada, o que deixa boa margem para novas expansões em estantes de até quatro andares. “Já temos um novo plano de investimento em aprovação para fazer esse crescimento vertical de três a quatro níveis”, revela Duaik.


Novas estantes com cinco andares: ampliação para cima

Como exemplo dessa expansão para cima, recentemente foram instaladas mais três linhas de estantes com cinco andares e 112 metros de comprimento cada uma, que totalizam mais 1.707 posições de armazenamento de componentes – os mais leves ficam no alto e os mais pesados embaixo.

OPERAÇÃO AZEITADA



O PA da Volkswagen trabalha com três tempos de faturamento: 70% são feitos em até 72 horas para atender pedidos regulares de estoques de peças nas concessionárias, outros 30% são em apenas 24 horas para carros que estão parados na oficina por falta de alguma peça, e para poucos casos de emergência o componente é faturado em apenas três horas e o próprio concessionário vem buscar a encomenda em Vinhedo. Cerca de 20% das concessionárias VW já usam um sistema digitalizado de pedidos, que são executados automaticamente conforme o estoque baixa.

“Conseguimos atualmente atender em 24 horas 98% dos contatos das concessionárias e solucionamos problemas em até 15 dias, na média. Efetivamos 96% dos pedidos feitos”, informa Alisson André Führ, gerente de planejamento logístico do PA VW Vinhedo. Nas capitais localizadas em um raio de 500 km, as entregas são feitas em até 24 horas. Os componentes de maior giro são os destinados a trocas para reparos de colisões, por isso os campeões de pedidos são para-lamas e para-choques – o centro tem 46 mil deles em estoque.

A localização de Vinhedo é estratégica, a 20 minutos do Aeroporto de Viracopos com ligação direta à Rodovia dos Bandeirantes e Anhanguera e fácil acesso aos principais polos de autopeças no triângulo formado por Campinas (a 15 minutos de distância), Sorocaba e São Paulo (cidades a cerca de uma hora).


Novas linhas de estantes ainda vazias: 112 metros de comprimento

As peças são recebidas dos fornecedores em sete docas e destinadas aos seus lugares em prazos de um a cinco dias, dependendo da necessidade. Os itens mais pesados ou de maior volume são etiquetados e enviados diretamente às posições nas estantes. Os componentes menores que chegam embalados em grandes quantidades passam por processo de reembalamento.

Todo o fluxo interno de componentes foi digitalizado: os embaladores registram tudo que fazem em tablets interligados na rede interna, onde podem fazer pedidos de mais peças ou de retirada das que já foram reembaladas, que são transportadas por empilhadeiras também equipadas com tablets.

Foram desenvolvidas embalagens sob medida de papelão ou madeira para cada tipo de peça. Faróis e lanternas, por exemplo, são embalados com uma espécie de almofada de plástico que se expande por reação química, para evitar deslocamentos dentro da caixa que podem danificar o componente durante o transporte.


O “supermercado”, onde as peças são consolidadas em caixas e enviadas às concessionárias VW

Na área do “supermercado” as peças são acondicionadas em caixas com estrutura rígida de madeira de acordo com o pedido de cada concessionário. O processo foi todo digitalizado. Os embaladores usam impressoras portáteis de etiquetas de códigos de barra para identificar cada item. Antes de ir para a caixa, é feita a leitura do código e ao mesmo tempo uma minicâmera acoplada ao leitor captura a imagem da peça com data e horário, para evitar qualquer erro. Dali as caixas são encaminhadas para as 20 docas de expedição e seguem para os clientes no Brasil e exterior, em rotas que vão de uma dezena a alguns milhares de quilômetros – para chegar em Manaus (AM), por exemplo, a encomenda leva quase uma semana.

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