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Indústria | 09/10/2019
Produção de motos se aproxima das 840 mil unidades
A produção de motos em setembro somou 92,9 mil unidades, registando queda de 19% em relação a agosto, o melhor mês de 2019 por conta da quantidade de dias úteis (22) e também dos pedidos das concessionárias. No acumulado do ano, as empresas instaladas em Manaus (AM) já produziram 836,4 mil unidades, registrando alta de 7,5% sobre os mesmos nove meses do ano passado. Os números foram divulgados pela Abraciclo, entidade que reúne fabricantes do setor.


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As vendas no atacado (feitas das montadoras às concessionárias) tiveram ritmo semelhante, com 95,3 mil unidades em setembro e queda de 9% ante agosto. No acumulado do ano, as fabricantes de motocicletas repassaram 816,1 mil unidades, registando alta de 14,7% pela comparação interanual, claramente puxada pelos emplacamentos, que também cresceram acima de 14% no período.

“No início do ano já notávamos o aumento do interesse dos bancos em oferecer crédito e esse movimento se tornou mais intenso tanto nas revendas como em bancos ligados à tecnologia. Hoje há novos mecanismos de concessão de crédito”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.



O executivo não acredita que se trate de uma “bolha” de crédito e recorda que a taxa de aprovação das fichas dentro dos bancos das principais montadoras (Honda e Yamaha) ainda é baixa, entre 3 e 3,5 propostas a cada 10 preenchidas. “Isso demonstra que a demanda ainda é aquecida.”

EXPORTAÇÕES EM QUEDA


Em setembro as fabricantes exportaram apenas 2,4 mil motos, anotando queda de 33% em relação a agosto. No acumulado do ano o País exportou apenas 29,1 mil unidades, recuando 49% pela comparação interanual. A razão, já bastante conhecida, é a retração do mercado argentino, que absorveu pouco mais de 14 mil motos até setembro, revelando queda de 64% ante iguais meses do ano passado. A participação do país vizinho nas exportações caiu para 47,2% em 2019.

Fermanian recorda que Honda e Yamaha são as únicas exportadoras de motos no Brasil e que a grande dificuldade de expandir as vendas na região para outros mercados é a concorrência com motos asiáticas.

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