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Mercado | 08/10/2019
Vendas de máquinas encerrarão o ano em queda, prevê Anfavea
Ao contrário do que a Anfavea previa, o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias (construção) deverá encerrar o ano com queda nas vendas e não mais com crescimento, conforme nova estimativa divulgada pela associação que reúne as fabricantes. Ao revisar sua projeção, a entidade agora espera uma queda de 3,6% das vendas com relação a 2018, com a entrega de 46 mil unidades.

Na projeção divulgada ainda em janeiro, estava previsto volume de 53 mil máquinas, o que representaria crescimento de 10,9% sobre as 47,8 mil de 2018. Até agora, as fabricantes não tinham alterado seus números com relação ao mercado interno.



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O desempenho no acumulado do ano até setembro confirma o cenário negativo: as vendas no atacado recuaram 5,7% no comparativo anual, passando de 34,5 mil para 32,5 mil.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, dois fatores influenciaram na análise da entidade que gerou a previsão de queda: o fim antecipado do crédito na linha de financiamento Moderfrota, que deveria ter terminado em junho, mas acabou em abril, gerando um trimestre inteiro praticamente sem financiamentos. Além disso, os primeiros meses do ano renderam volumes menores de vendas com relação aos do ano passado.

“Provavelmente o setor não vai conseguir recuperar os meses perdidos”, afirma o presidente da Anfavea.



Com isso, o volume de produção do setor deverá recuar 8,6%, para 60 mil máquinas, segundo a nova projeção. Antes, a Anfavea trabalhava com um cenário estável e leve crescimento de 0,5% da produção em 2019, contando com 66 mil unidades. No ano passado, as fábricas montaram 47,8 mil máquinas em todo o País.

As exportações do setor já tiveram seus números revisados pela Anfavea em julho, graças ao agravamento da crise na Argentina e queda abrupta daquele mercado. Para as fabricantes, o ano deve encerrar com 13 mil máquinas vendidas para mercados externos, crescimento de 2,5% com relação às exportações de 2018, quando a indústria nacional embarcou 12,7 mil unidades.

Até setembro, as exportações somaram pouco mais de 9,6 mil máquinas, leve queda de 0,4% no comparativo anual.

“No acumulado, as vendas ao exterior estão mais ou menos estáveis; até ocorre o impacto com a Argentina, mas está influenciando menos. O aumento de vendas de máquinas de construção para os Estados Unidos está ajudando a compensar um pouco a queda das exportações para nosso vizinho”, afirma Moraes.

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