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Indústria | 07/10/2019
Produção de veículos anda de lado para menos de 3 milhões em 2019
A aprofundada e contínua queda das exportações, de 35% no acumulado de janeiro a setembro, já comprometeu o desempenho das fábricas de veículos. Ao mesmo tempo, a alta de menos de 10% nas vendas domésticas não foi suficiente para compensar a retração externa. Nos primeiros nove meses de 2019 foram produzidos 2,26 milhões de unidades, o que representa pequena elevação de 2,9% ante o mesmo período de 2018. Com isso, a Anfavea, associação dos fabricantes, passou a trabalhar com a projeção que a produção vai andar de lado em 2019, com menos de 3 milhões de veículos montados, ficando em 2,94 milhões, em inexpressiva variação positiva de 2% sobre o ano passado, segundo balanço da entidade divulgado na segunda-feira, 7.



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“Quase toda a perda de produção este ano será por causa da queda nas exportações para a Argentina, mas mesmo assim vamos fechar o ano com um número importante”, justificou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.



No início deste ano, a Anfavea estimava aumento de 9% na produção nacional de veículos, que com isso deveria superar a barreira das 3 milhões de unidades produzidas (a previsão era de 3,14 milhões) pela primeira vez desde 2014. Mas a retração das exportações foi muito mais forte do que era esperado e este mês a associação dos fabricantes revisou a projeção para 2,94 milhões, “o que também é um número importante, com crescimento; pequeno, mas é”, pontua Moraes.

Na nova estimativa apresentada pela Anfavea, as exportações revisadas de 590 mil para 420 mil representam a maior perda de produção este ano, de 170 mil unidades – praticamente o mesmo número da retração projetada das compras de veículos brasileiros na Argentina, calculadas em menos 175 mil.

Segundo a entidade, por causa do cenário de estagnação econômica no Brasil, o mercado doméstico deverá comprar 30 mil veículos a menos do que foi inicialmente previsto. Somando os recuos internos e externos, as fábricas deverão produzir 200 mil unidades a menos do que a Anfavea projetava no início de 2019.

Segundo Moraes, mesmo com a estagnação da produção, o nível de emprego das fábricas de veículos não deve se alterar nos próximos meses, “tende a ficar estável”. Já houve redução de 3,4%, ou 4.542 vagas, no número de trabalhadores da indústria entre setembro de 2018 e de 2019, que fechou com 127.938 pessoas na folha de pagamentos. A pequena redução de 215 pessoas no quadro de funcionários das montadoras entre agosto e setembro é creditada inteiramente ao processo de fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo e ao encerramento do terceiro turno de produção da Toyota em Sorocaba (SP).

Os estoques de veículos nos pátios das fábricas e concessionárias permaneceu quase estável entre agosto e setembro, crescendo levemente 1,57%, de 343,2 mil para 348,6 mil unidades à espera de compradores, o que representa 45 dias de vendas, um pouco acima do nível considerado ideal pelos fabricantes. “Houve muitos lançamentos nos últimos meses, o que costuma aumentar um pouco o volume de estoques”, explica Moraes.

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