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Powertrain | 11/06/2019
Petronas lança lubrificante para carros híbridos no Brasil
De olho no potencial do crescimento do mercado de veículos híbridos na América Latina, a Petronas lança sua primeira linha de lubrificantes indicada para carros híbridos no Brasil. Com produção a partir da fábrica de Contagem (MG), a linha Premium Ultimate Series traz dois novos produtos, o Syntium 7000 0W-16 e o Syntium 7000 Hybrid 0W20, que marca o ingresso da marca no mercado de veículos híbridos. A distribuição começa a partir da segunda quinzena de junho e também seguirá para demais mercados da região.

“A adoção de novas tecnologias de propulsão como os híbridos é um caminho sem volta: no mundo, a participação desse tipo de veículo cresce na ordem de 10%, puxado por mercados como Japão, por exemplo. E embora o Brasil ainda não tenha essa representatividade, está de alguma forma acompanhando a tendência global. Prova disso são os anúncios recentes da Toyota, com versões híbridas de RAV4 e Corolla”, comenta o diretor geral da Petronas para Américas, Luiz Sabatino.

Segundo o executivo, a fábrica mineira, que possui capacidade para a produção de 220 milhões de litros por ano, vem recebendo investimentos em melhorias desde 2012, na ordem de R$ 350 milhões. A unidade recebe o óleo base sintético - matéria-prima para a mistura de todas as linhas de lubrificantes – da matriz, com sede na Malásia, que distribui o material para todas as dez fábricas que a Petronas possui no mundo.

“Com produção brasileira, iremos exportar a linha Syntium Hybrid para quinze países da América Latina”, complementa Sabatino. O executivo acredita que o produto chegue ao consumidor numa faixa de preço entre R$ 70 e R$ 75 o litro.

PARCERIA TECNOLÓGICA: AMG MERCEDES-BENZ


A linha de lubrificantes Petronas Syntium Hybrid traz consigo a tecnologia CoolTech, uma cadeia de moléculas fortalecida que protegem o motor dos danos causados pelo aquecimento excessivo. A tecnologia, lançada em 2016, foi exaustivamente testada em um dos laboratórios mais tradicionais da indústria automotiva: a Fórmula 1.

O trabalho de co-engenharia foi feito pela equipe Mercedes AMG Petronas, que vem utilizando a tecnologia há alguns anos nos carros da F1. O CTO (chief technology officer) global da Petronas, Eric Holthusen, conta que o maior desafio foi convencer a Mercedes-Benz a abrir os projetos de seus motores para um desenvolvimento conjunto do lubrificante.

“Antes, a montadora nos pedia um lubrificante para um motor pronto, porque é tudo muito secreto e confidencial. Agora, as equipes de engenharia da equipe Petronas e Mercedes-Benz sentam juntas para definir os novos rumos da lubrificação e de seus motores”, conta Holthusen.

Ele explica que a Petronas, com mais de 20 anos de experiência na F1, começou a experimentar uma nova fase de desenvolvimento há seis anos, quando as regras da competição mudaram e exigiram motores menores. “Agora a F1 trabalha com motores de seis cilindros e eles aquecem mais do que os motores antigos”, conta. “Com isso, os resfriadores não estão mais em uma posição que promova um resfriamento completo e isso virou papel do lubrificante. A Ferrari demorou dois anos para descobrir o que estávamos fazendo”, lembra, ressaltando as cinco vitórias consecutivas da equipe.

Segundo o executivo, no caso dos híbridos, o motor a combustão não tem uma atividade linear: seu liga e desliga constantes geram uma oscilação maior de aquecimento. “Temos aí o perigo de aumento da condensação e de borra, por isso é necessário um lubrificante mais forte que os comuns, que consiga proteger e ao mesmo tempo diminuir esses picos de temperatura, transferindo esse calor das partes críticas, ajudando a resfriar o motor nesses pontos específicos. Com isso, ele possui a capacidade de melhorar a eficiência do motor, que não sofre com o superaquecimento, equilibrando consumo e emissões”, aponta.

PETRONAS NO BRASIL


A Petronas Lubrificantes Brasil é a subsidiária da Petronas Lubrificants International (PLI), braço mundial da Petronas, empresa nacional de petróleo da Malásia. No Brasil, a empresa possui uma fábrica localizada em Contagem (MG), que foi comprada da Fiat em 2008, e que é a responsável pela produção e abastecimento de lubrificantes da marca para a região. Desde então a unidade recebeu o equivalente a R$ 350 milhões em investimentos.

Em setembro de 2018, a empresa inaugurou no complexo mineiro um centro de pesquisa e tecnologia a partir do investimento de US$ 8 milhões, com foco no desenvolvimento de lubrificantes industriais. Com ele, o Brasil foi incluído na rede global de P&D, área para a qual a empresa destina 2% de seu faturamento anualmente. A empresa também possui centros de pesquisa na Malásia, América do Norte, Itália, China e África do Sul.

Nos últimos seis anos, a Petronas avançou da sétima para a quarta posição no ranking das principais fabricantes de lubrificantes no Brasil, liderado por Petrobras, Ipiranga e Mobil. Globalmente, ela figura na quinta posição, atrás de ExxonMobil, BP, Shell e Chevron.

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