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Lançamentos | 10/10/2018
Mercedes Classe C 2019 traz nova opção “pseudo-híbrida”
O Mercedes Classe C recebeu uma série de mudanças na linha 2019. Montado em Iracemápolis (SP), o sedã chega em novembro à rede de concessionárias em quatro versões, com preços entre R$ 187,9 mil e R$ 259,9 mil. A maior novidade é o C200 EQ Boost, de R$ 228,9 mil. Ele é equipado com um motor 1.5 turbo a gasolina que produz até 197 cavalos. Destes, 14 cv são fornecidos pelo alternador.

Chamado BSG (do inglês Belt-driven Start Generator), esse sistema engenhoso faz com que o alternador armazene energia na bateria convencional de 12 volts (como fazem os alternadores comuns) e também em outro acumulador de 48 V durante desacelerações e frenagens. Quando é preciso ele devolve essa eletricidade em forma de força extra durante acelerações ou para ajudar a manter o carro em movimento. A tecnologia resulta em redução de consumo até 10%, segundo a montadora.


De acordo com a Mercedes, tecnologia BSG resulta em 14 cv extras e redução de 10% no consumo de gasolina

Essa característica fez com que o C200 EQ Boost fosse classificado como híbrido pelo governo, o que elevou seu IPI de 13% para 19% e resultou em um preço final cerca de R$ 10 mil mais alto. As versões C 180 Avantgarde e Exclusive mantiveram o motor flex 1.6 turbo, que produz 156 cavalos. No C 300 Sport, o 2.0 turbo passou de 245 para 258 cavalos. A linha 2019 é uma atualização da quinta geração do Classe C, que no Brasil representa 39% das vendas de automóveis Mercedes-Benz (veja aqui).

“Ele é o sedã premium mais vendido do Brasil, com 51% do mercado e quase mil unidades à frente do segundo colocado (o BMW Série 3) de janeiro a setembro”, afirma o gerente sênior de vendas, Dirlei Dias.



O executivo recorda que o Classe C também é o mais vendido quanto comparado a qualquer modelo das marcas Mercedes, BMW e Audi. De acordo com a montadora, o maior volume de compradores do Classe C tem entre 45 e 60 anos, mas há também consumidores mais novos, entre 35 e 45 anos.


Interior do C 200 EQ Boost pode ser preto, bege ou cinza escuro. Novo volante multifuncional ganhou pequenos comandos sensíveis ao toque. Na foto direita, é o quadradinho acima do botão de volume

OUTRAS MUDANÇAS NA LINHA 2019


Do lado de fora é fácil perceber a troca dos faróis, agora totalmente por LEDs. Em vez de canhões de luz ou parábolas há oito pequenos projetores, que direcionam a iluminação somente para onde ela realmente deve chegar.

O para-choque dianteiro também mudou. Outra alteração ocorreu na estrela do centro da grade. Ela era vazada, mas teve as aberturas fechadas para proteger o radar utilizado em conjunto com uma câmera no para-brisa em sistemas de segurança.

Desde a versão C 180 Avantgarde, de entrada, o Classe C 2019 traz sistema ativo de frenagem, que ajuda a evitar impactos e acidentes em caso de distração do motorista. O câmbio automático tem nove velocidades e aletas para troca de marcha atrás do volante. Controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, volante multifuncional com novos comandos sensíveis ao toque e novo sistema multimídia com integração para Waze também estão no Avantgarde 2019.

A versão C180 Exclusive custa R$ 188,9 mil, apenas R$ 1 mil a mais que a Avantgarde. As principais diferenças estão na grade dianteira, que também oculta o radar, mas é inteiriça e substitui a grande estrela central por outa menor sobre sua moldura. Por dentro, o acabamento interno preto brilhante dá lugar à madeira. No C 300, além do motor mais potente, a Mercedes adotou novas rodas de cinco raios com fundo preto. O console central usa madeira preta e a grade tem acabamento com detalhes cromados.


Painel digital do C 200 EQ Boost e do C 300 Sport tem três opções de layout: esportivo, clássico ou dinâmico

ANDANDO NO NOVO C 200 EQ BOOST


Automotive Business dirigiu por cerca de 200 quilômetros em trechos de cidade e estrada a nova versão C 200 EQ Boost, equipada com o motor 1.5 turbo e o sistema BSG. O funcionamento é bastante suave em qualquer situação e o silêncio interno é impressionante, mesmo acima de 4 mil rpm.

O câmbio automático de nove marchas ajuda a manter as rotações baixas, mas também “acorda” rápido e promove reduções de marcha quando percebe que o motorista quer desempenho. As retomadas de velocidade e ultrapassagens são sempre rápidas com a nova versão.

De acordo com a Mercedes, o EQ Boost vai de zero a 100 km/h em 7,7 segundos e a velocidade máxima é limitada eletronicamente em 239 km/h. Os materiais empregados e o acabamento são impecáveis, os bancos têm ajustes elétricos e seguram bem o corpo. O volante também traz ajustes elétricos (de altura e profundidade) e não é difícil encontrar a posição ideal de dirigir.

O quadro de instrumentos do C 200 EQ Boost (e também do C 300 Sport) substitui instrumentos físicos por uma tela de cristal líquido de alta definição com três apelos: clássico, esportivo e dinâmico. A central multimídia tem tela de 10,2 polegadas.

Espaço interno do Classe C é bom também para quem viaja no banco de trás. O porta-malas para 435 litros é menor que o do BMW Série 3, seu principal concorrente (com 480 litros) e também que o do Toyota Corolla, sedã médio mais vendido do Brasil (470 litros).

A Mercedes ainda não revela quando, mas é certo que o novo motor 1.5 será estendido a outros modelos em pouco tempo. É provável que algum anúncio desse tipo ocorra no Salão do Automóvel (de 8 a 18 de novembro no São Paulo Expo). A introdução da tecnologia flex no novo propulsor também é aguardada. A fábrica de Iracemápolis trabalha em um turno e monta tanto o Classe C como o GLA (utilitário esportivo). Os dois são fabricados no interior paulista, cada um em quatro versões. A unidade abastece apenas o mercado interno. Dirlei Dias afirma que não há planos atuais de exportar a partir dali, mas garante que a fábrica é moderna e flexível o bastante para atender eventuais demandas desse tipo.

Assista ao vídeo sobre o novo Classe C:


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