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Indústria | 10/10/2018
Anfavea diz haver falta de clareza nos planos de governo de presidenciáveis
Em reportagens publicadas na quarta-feira, 10, pelos jornais O Estado de S. Paulo e Valor Econômico, a Anfavea, associação das fabricantes de veículos, disse estar preocupada com a falta de clareza dos dois candidatos a presidente da República referentes aos planos de governo e principalmente ao que se refere à indústria nacional. A queixa pela falta de clareza também é de outros setores industriais citados nas reportagens, como as associações dos setores químico (Abiquim), máquinas industriais (Abimaq), infraestrutura (Abdib) e plástico (Abiplast).

Em nota de esclarecimento divulgada na mesma data, a Anfavea reforça que tem acompanhado as propostas de todos os candidatos à presidência. Por meio da nota, a associação das montadoras destaca ainda que é uma entidade apartidária e se posiciona com neutralidade no processo eleitoral.

“O objetivo é entender as políticas que podem ser adotadas em prol da economia, da indústria e do setor”, afirma o comunicado.

A entidade informa que o setor automotivo espera que o próximo governo “atue nas questões estruturais e promova as reformas necessárias para a melhoria da competitividade e da previsibilidade, visando o desenvolvimento da indústria brasileira e consequentemente do Brasil”.

Outro assunto que preocupa a Anfavea é a votação da Medida Provisória nº 843/2018 que cria o Rota 2030, nova política industrial automotiva que prevê incentivos fiscais para empresas que investem em pesquisa e inovação, entre outras premissas. A proposta, que ainda se encontra em avaliação na comissão mista formada por Câmara e Senado, precisa ser votada até novembro. Depois desse prazo, a medida perde a validade.

O QUE DIZEM OS PLANOS DE GOVERNO


Os planos de governo apresentado pelo presidenciáveis não citam ações específicas com foco no setor automotivo, mas mencionam a indústria de forma geral.

O projeto de Fernando Haddad, do PT, defende uma reindustrialização, com o plano de modernizar o parque local para acompanhar a quarta revolução industrial. O candidato enumera ainda o projeto de uma Reforma Fiscal Verde, que premiaria inovação em soluções com baixa emissão de carbono.

O plano apresentado por Jair Bolsonaro, do PSL, é menos detalhado. O presidenciável menciona que pretende reorganizar a área econômica ao juntar todos os assuntos em um único ministério, que incluiria o que hoje é desempenhado por quatro pastas: Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio e Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). O documento enumera ainda o estímulo à inovação e à indústria 4.0 por meio de políticas “do lado da oferta”, enumerando a abertura comercial para equipamentos necessários para a indústria 4.0.

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