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Tecnologia | 09/02/2018
Uber e Waymo fazem as pazes por US$ 244 milhões
A Uber chegou a entendimento com a Waymo, empresa do Google especializada no desenvolvimento do carro autônomo. A divisão da gigante de tecnologia acusou a plataforma de mobilidade de roubar segredos industriais relacionados com o desenvolvimento de veículos autoguiados, como códigos, software e programação para sistemas autônomos de condução. Depois de briga judicial, a Uber foi condenada a pagar US$ 244 milhões em compensação à Waymo.
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O valor representa participação de 0,34% na com companhia de transporte individual, mas é bem inferior ao pedido pelo Google, que abriu o processo com a exigência de receber US$ 2 bilhões. Além do pagamento, ficou acertada que as empresas vão colaborar no desenvolvimento de carros autônomos: uma clara demonstração de que a linha entre competidores e colaboradores está cada vez mais indefinida com a evolução da mobilidade.
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Em comunicado, a atual CEO da Uber, Sara Khosrowshahi, declarou não acreditar que a Uber se beneficiou da tecnologia de carro autônomo desenvolvida pela Waymo. Por isso mesmo, ela diz que a companhia vai cooperar no desenvolvimento de sensores Lidar e de software para carros autoguiados.

“Acreditamos que esta corrida precisa ser justa”, declarou Sara.




Ex-funcionário da Waymo teria transferido informações sensíveis à Uber

ERRO FOI PONTUAL, DEFENDE UBER



Sara declarou que não acredita que houve espionagem ou vazamento das informações da Waymo diretamente à Uber. Segundo a executiva, isso não era parte do projeto automotivo da empresa. Com a companhia sob críticas, Sara aponta que a culpa tende a ser mais das pessoas do que da organização. “A perspectiva de que alguns funcionários da Waymo possam ter convidado inapropriadamente colegas a se juntar à Otto, com o potencial de terem levado arquivos do Google, levanta questões difíceis”, destacou em comunicado.
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Segundo a Waymo, a Uber trabalhou em coordenação com Anthony Levandowski, ex-funcionário do Google que, ao sair da gigante de tecnologia, fundou a startup Otto focada em carros autônomos. Pouco depois, a jovem empresa foi comprada pela plataforma de mobilidade, que teria levado na negociação a tecnologia desenvolvida pela Waymo e ainda atraído profissionais do Google para integrar o novo time. Levandowski teria, portanto, agido de forma conspiratória em parceria com a Uber, entregando de bandeja 14 mil arquivos sensíveis, que incluíam detalhes de software e programação para sistemas autônomos de condução.
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A Uber tem um passado um tanto quanto sombrio sob o comando do ex-CEO Travis Kalanick, conhecido por práticas profissionais de ética questionável. No comunicado, Sara se empenha em destacar que os feitos passados não definem o futuro da empresa de mobilidade. “Meu trabalho para garantir o curso para o futuro da companhia é inovar e crescer de forma responsável, assim como reconhecer e corrigir erros do passado.”

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