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Mercado | 05/01/2018
Máquinas fecham 2017 abaixo da expectativa
O desempenho doméstico dos fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviávias fechou 2017 bastante abaixo das expectativas da Anfavea. A entidade calculava que as vendas internas deveriam crescer quase 7% e que a produção avançaria 10,4%, mas os porcentuais foram de apenas 1,5% (44,4 mil unidades vendidas) e 1,8% (55 mil produzidas). “É de fato abaixo do que prevíamos. Apesar da boa safra, não houve tanta necessidade de investimento em renovação de frota e o resultado foi pior do que o esperado, principalmente por causa da queda de 20,8% nas vendas de colheitadeiras de cana e retração de 5,3% nas compras de retroescavadeiras, o que puxou os números para baixo”, explicou Ana Helena Andrade, vice-presidente da Anfavea e diretora de assuntos governamentais da AGCO.

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Para 2018 a Anfavea projeta números melhores de vendas e produção de máquinas, com manutenção de bom desempenho agrícola do País e possível retomada de obras. A previsão é que o mercado interno deve consumir 46 mil unidades, o que representará discreta alta de 3,7%. Mas a expectativa é de avanço bem maior da produção, em torno de 12%, para 61,5 mil unidades, puxada especialmente pela significativa expansão das exportações, que em 2017 já foram responsáveis pela “salvação da lavoura”.

EXPORTAÇÕES RENDEM BOA COLHEITA

O esforço em abrir novos mercados de exportação está rendendo boas colheitas de resultados para os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias no País. Em 2017 as vendas externas de 14,1 mil unidades garantiram expressiva alta de quase 47% sobre 2016 e representaram um quarto de toda a produção nacional – que teria terminado o ano em baixa se não fosse a ajuda dos negócios no exterior.

“O número de exportação é relevante e fruto do esforço do setor, que está recuperando seu lugar de direito no cenário internacional. Em 2017 não só a Argentina, que já é o maior cliente, aumentou as compras, mas as vendas para os Estados Unidos cresceram 87%. Isso mostra a qualidade e produtividade das máquinas produzidas aqui”, afirma Ana Helena Adrade.

Para 2018 a projeção é de novo crescimento nas exportações de máquinas. A Anfavea prevê 16,7 mil unidades vendidas ao exterior, o que significará expansão de quase 10%.
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