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Mercado | 04/01/2018
Vendas de veículos terão alta de 11,8% em 2018
Depois do resultado positivo de 2017, que terminou com alta de 9,2% nas vendas de veículos, a Fenabrave subiu a aposta para este ano. A entidade que representa as concessionárias espera que os emplacamentos cheguem a 2,50 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, com crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior. O palpite da organização converge para o da Anfavea, associação das montadoras, que já revelou que espera aumento de dois dígitos para o mercado interno (leia aqui).

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“É um ano eleitoral e, como já vimos, a política pode abalar a economia. A minha impressão, no entanto, é que como a economia vem se fortalecendo, teremos um descolamento destes dois aspectos”, acredita Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave. “O acesso ao crédito, que foi um dos grandes problemas nos últimos anos, está melhorando. Há mais demanda do consumidor e mais abertura dos bancos, que aprovam 3,7 em cada 10 fichas”, diz.

A MB Associados, consultoria econômica que atende a entidade, enumera que os fatores econômicos são favoráveis à expansão das vendas de veículos. “O PIB, que é essencial para as vendas de caminhões, deve avançar 3,1%. Para o segmento de leves, é necessário ter confiança do consumir e emprego, aspectos que estão melhorando”, aponta a consultora Tereza Maria Dias. Ela cita ainda a redução da inflação e a recuperação de diversos segmentos na economia que, ao longo deste ano, deve impulsionar uma retomada dos investimentos.

PROJEÇÃO POR SEGMENTO

Segundo a Fenabrave, as vendas de veículos leves vão somar 2,43 milhões de unidades em 2018, com alta de 11,9%. Deste total, cerca de 40% deve seguir como venda direta. “Nos últimos cinco anos temos mantido este volume estável em torno de 570 mil unidades vendidas diretamente”, calcula Assumpção.

Entre os pesados, a expectativa é de aumento de 8,6% nos emplacamentos, para 72,9 mil unidades. Além da melhora do PIB, a previsão de mais uma grande safra de grãos contribui para a expectativa. Outro fator relevante é que os frotistas que fizeram a última grande compra de veículos entre 2011 e 2012, precisam renovar a frota. “Há empresas circulando com caminhões com quilometragem muito alta, próxima de 1 milhão de quilômetros”, aponta Sergio Zonta, vice-presidente da entidade responsável pela área de veículos pesados.
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