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Balanço | 07/11/2017
Venda de usados cresce 9% em veículos leves
A venda de automóveis e comerciais leves usados continua registrando crescimento, apesar da recuperação na venda de novos. No acumulado até outubro, 8,8 milhões de unidades usadas trocaram de mão, anotando alta de 9% sobre o mesmo período do ano passado.

Os dois segmentos tiveram desempenho positivo nos dez meses. Entre os automóveis de segunda mão foram 7,6 milhões aqueles que trocaram de dono, acréscimo de 9,4% sobre igual período do ano passado. A transação de comerciais leves usados envolveu 1,2 milhão de veículos, com alta de 7,2%. Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.

- Veja aqui os dados de usados da Fenabrave
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A Fenabrave revela também que 14,6% desses usados negociados no período eram modelos com até três anos de uso. E a proporção de veículos de segunda mão sobre os zero-quilômetro se mantém elevada: 4,7 por 1 em automóveis e 4,1 por 1 em comerciais leves.

PESADOS TAMBÉM CRESCEM

De janeiro a outubro a foram negociados no País 286,5 mil caminhões usados. O total é 4,9% maior que o anotado no mesmo intervalo de 2016. A alta é em parte o reflexo da retração na venda de novos. O segmento de caminhões é o único entre os zero-quilômetro que mantém queda no acumulado até outubro ante igual período de 2016 (veja aqui). Assim, a proporção de usados para cada novo é a mais alta entre todos os segmentos: 5,9 por 1.

A venda de ônibus de segunda mão até outubro somou 40,7 mil unidades e a maior alta de todos os segmentos, 24,1% sobre igual período do ano passado. O movimento também reflete o fraco desempenho dos zero-quilômetro, que anotaram alta de apenas 1% no período. Segundo a Fenabrave, a proporção entre ônibus usados e novos está em 3,2 por 1.

NAS MOTOS, ALTA DE 5,3%

No segmento de duas rodas, 2,4 milhões de motos trocaram de dono. O total representa alta de 5,2% em relação ao mesmo período de 2016, enquanto a venda de motos novas caiu mais de 15% no ano (veja aqui). A proporção de usadas e novas é de 3,6 por 1.

Vale dizer também que o total de motos negociadas em 2017 (novas e usadas) ficará em torno de 3,76 milhões, o que dará um pequeno crescimento de 1%, enquanto o mercado de novas terá queda superior a 4%.

Os números comprovam que os modelos de segunda mão suprem parte da demanda por novas, ainda reprimida pela restrição ao crédito.
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