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Balanço | 30/10/2017
Déficit nas autopeças chega aos US$ 4,1 bi
A balança comercial de autopeças atingiu no acumulado até setembro o déficit de US$ 4,1 bilhões, registrando alta de 6,8% no confronto com o mesmo período do ano passado. O valor no acumulado de nove meses está pouco abaixo dos US$ 4,5 bilhões de déficit projetados para todo o ano de 2017. As exportações cresceram 10,5%, somando US$ 5,4 bilhões, e as importações aumentaram 8,9%, totalizando US$ 9,5 bilhões.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) a partir de dados fornecidos pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

-Veja aqui o novo estudo do Sindipeças
-Veja aqui outros dados divulgados pela entidade
-Veja outras estatísticas em AB Inteligência

O Sindipeças ressalta que desde maio o crescimento dos embarques vem superando o das compras externas quando confrontado com o mesmo mês de 2016. Como comparação, o déficit no acumulado até abril de 2017 registrava alta de 31,5%, bem mais que os 6,8% atuais. Assim, é possível que até o fim do ano o déficit total se iguale ou fique ligeiramente abaixo dos US$ 5,26 bilhões registrados em 2016.

A Argentina permanece como maior cliente brasileiro e adquiriu US$ 1,68 bilhão em componentes no acumulado do ano, 23% a mais do que no mesmo período do ano passado. Sozinha ela responde por 31% de todas as autopeças que o Brasil vende para o exterior.

Vale dizer também que, dos 20 maiores destinos dos itens brasileiros, as exportações só registraram queda para quatro países: Holanda (-13,6%), França (-0,9%), Tailândia (-12,9%) e Suécia (-25,9%). As vendas para o Chile subiram 26,2%, para a Colômbia, 18,3%, e para o Paraguai, 24,7%.

A China, maior fornecedor para o Brasil, enviou no acumulado dos nove meses US$ 1,14 bilhão em componentes automotivos. Esse total é 27,9% maior que o do mesmo período do ano passado. Em seguida vêm os Estados Unidos, com US$ 1,1 bilhão e queda de 7% ante o mesmo período do ano passado. A Alemanha, terceira colocada, registrou leve alta de 3,5% ao vender US$ 995,9 milhões em componentes ao Brasil no acumulado até setembro.

O Sindipeças informa que as exportações e importações se concentram em São Paulo. Em 2016 o Estado representava 48% dos embarques e 50,5% das compras externas. Neste ano os números passaram para 52,8% e 52,7%, respectivamente.

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