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Indústria | 10/10/2017
Ford anuncia plano estratégico a investidores
O CEO e presidente mundial da Ford, Jim Hackett, anunciou ao grupo de investidores um novo plano estratégico a fim de evoluir com a meta de tornar a companhia uma empresa de mobilidade e não mais rotulá-la apenas como uma montadora. Acelerar o desenvolvimento de veículos e de serviços inteligentes estão entre os objetivos da estratégia, que também contempla ações para melhorar os custos operacionais e reorientar o investimento de capital.

“A Ford foi construída com a crença de que a liberdade de movimento impulsiona o progresso humano; criar ótimos carros e utilitários é uma crença que sempre alimentou a paixão da Ford. Hoje ela impulsiona o nosso compromisso de nos tornarmos a empresa de mobilidade mais confiável do mundo, desenvolvendo veículos inteligentes para um mundo conectado, que ajudem as pessoas a se mover com mais segurança, confiança e liberdade”, disse Hackett.

Em uma das metas de longo prazo, a empresa reforçou sua busca por uma margem operacional de 8% no mercado automotivo, com base em profundas mudanças tecnológicas. Em geral, a empresa quer ampliar seu escopo de atuação, com o desenvolvimento de veículos e serviços com foco nos usuários. Aqui, a Ford deve se aproveitar da integração de hardwares e softwares em dispositivos complexos que já possui, adotando uma produção em escala.

Em até dois anos, portanto até 2019, a previsão da Ford é que 100% dos seus novos veículos nos Estados Unidos sejam capazes de oferecer conectividade. Também há planos agressivos para a China e outros mercados, uma vez que a meta é garantir que 90% dos novos veículos globais da marca tenham conectividade até 2020.

Um dos focos em custo é a redução em 50% do aumento das despesas na divisão automotiva até 2022. Para isso, medidas como o aumento do uso de peças comuns em toda a linha de veículos, redução na complexidade dos processos e construção de protótipos serão adotadas. Já em termos de investimentos, a Ford vai realocar US$ 7 bilhões do segmento de automóveis para utilitários esportivos e picapes, incluindo a Ranger e EcoSport na América do Norte.

Também prevê a redução em um terço dos gastos com motores de combustão interna e pretende redirecionar esse investimento para seu processo de eletrificação, além do investimento de US$ 4,5 bilhões anunciado anteriormente. Recentemente, a Ford anunciou a criação de um grupo de profissionais dedicado a veículos elétricos, o Time Edison, focado exclusivamente na criação de produtos e serviços com base nos veículos elétricos. Pelos planos, a Ford vai lançar 13 novos veículos elétricos nos próximos cinco anos, incluindo a F-150 híbrida, o Mustang híbrido, a Transit Custom híbrida plug-in, um veículo autônomo híbrido, um carro de polícia híbrido e um utilitário esportivo compacto elétrico.

“Em uma empresa que está há muitos anos no mercado, com várias décadas de sucesso, a decisão de mudar não é fácil, tanto cultural como operacionalmente. Em última análise, porém, devemos entender que as virtudes que nos levaram ao sucesso no século passado não são garantia de sucesso no futuro”, afirmou Hackett.
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