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Distribuição | 14/07/2017
Search Optics promete melhorar experiência do consumidor na internet
Um dos grandes impactos da era digital para a indústria automotiva está na mudança no processo de atração do consumidor para efetivar vendas. Ciente disso, a Search Optics chegou ao Brasil há pouco mais de dois anos com uma promessa: ajudar montadoras e concessionárias a interagir com o cliente no meio digital e estimula-los a fechar negócios – estes sim bem reais. Para isso, a empresa trabalha para aprimorar a experiência do consumidor com a marca na internet ao melhorar o resultado das buscas de modelos e lojas no Google e aprimorar o site das revendas.

“Antes as empresas faziam anúncios, criavam uma boa imagem e esperavam o cliente chegar. Não é isso que funciona hoje. Na era digital é o consumidor que define a sua jornada e a nossa plataforma trabalha com esta nova lógica para aumentar os resultados. No fim das contas a nossa missão é simples: ajudar concessionários a vender mais”, conta David Ponn, CEO global da Search Optics, que conversou com Automotive Business na mais recente de suas frequentes visitas à operação brasileira.

Fundada há quase 20 anos nos Estados Unidos, a empresa nasceu na era Google e está focada em expandir seus negócios internacionalmente. O Brasil foi o segundo país escolhido dentro desta estratégia, logo depois do Canadá. “Parecia loucura chegar em um mercado que não conhecíamos, com um idioma que não falávamos e ainda no meio da crise econômica”, diz o executivo. Ele conta que a decisão de ir adiante com o plano arriscado se baseou no tamanho do mercado de veículos do país. Além disso, o CEO assegura que as soluções da marca funcionam bem em qualquer situação, mas especialmente quando as vendas se retraem. É neste momento que os resultados ficam mais aparentes.

METAS AMBICIOSAS PARA O BRASIL

A ousadia tem dado certo. A empresa acumula 200 concessionárias na carteira local de clientes. Sem revelar o faturamento, Ponn diz que a intenção é triplicar o resultado em 2017 na comparação com o ano passado. Em 2018 a meta é duplicar. Para dar conta da expansão, o time local vai saltar das atuais 40 pessoas para 200 funcionários nos próximos meses. A sede da companhia já foi transferida para um espaço maior, em Santana de Parnaíba (SP), com bastante área livre para ser preenchida com as futuras contratações.

A robusta expansão, garante, se apoia nos resultados gerados para os clientes. A empresa dá o exemplo de uma concessionária Volkswagen que conseguiu ampliar em 161% o tráfego em seu site e em 37% as ligações à loja. A Search Optics calcula ainda ter elevado em 45% os leads de vendas (oportunidades de gerar negócios) para uma revenda BMW.

Ele diz que, além do promissor mercado interno, a companhia teve no Brasil surpresa bastante positiva: a grande adesão dos brasileiros aos smartphones e às novas tecnologias. “Aqui podemos trabalhar bem a nossa estratégia mobile first, que define o celular como principal ponto de contato entre o cliente e a concessionárias”, diz. Ele destaca que o objetivo é dar ferramentas para que os distribuidores se adaptem a esta nova forma de abordar o consumidor com mais eficiência e métricas precisas. “É difícil evoluir do modelo antigo. Mudar é doloroso, mas temos a experiência nesse processo de dar ao consumidor o controle de sua jornada.”

Ponn acredita que a necessária atualização vai manter as concessionárias no jogo por muito tempo, a despeito da ameaça de que a transformação digital pode acabar com o negócio das concessionárias. “Acredito na importância das revendas locais, que conhecem seus clientes. Elas não vão desaparecer, mas precisarão ganhar mais eficiência e descobrir novos formatos”, diz.

Ponn reconhece que há um desafio que vai além da tecnologia para que a distribuição de carros se atualize: a mão de obra. “A plataforma sempre funciona, mas precisamos treinar mais as pessoas para atender este novo cliente”, admite, comentando o dado levantado pela Prime Action de que metade dos contatos dos consumidores com as concessionárias pela internet ficam sem resposta (leia aqui).
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