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Combustíveis | 29/06/2017
Anfavea e Unica assinam acordo estratégico
As indústrias automotiva e de cana de açúcar, representadas por Anfavea e Unica, firmaram um acordo para unir as estratégias dos programas em desenvolvimento com o governo, o RenovaBio e o Rota 2030, a fim de alinhá-las com as metas ambientais que o Brasil assumiu no Acordo de Paris COP21, pacto internacional de mudanças climáticas da ONU. O memorando foi assinado pelos representantes de ambas, Elizabeth Farina, diretora presidente da Unica, Pedro Mizutani, presidente do conselho da Unica e o vice-presidente da Anfavea, Henry Joseph, durante o Ethanol Summit, congresso de energias renováveis realizado pela Unica, na terça-feira, 27.

“A Anfavea e a Unica reconhecem a importância e a complementariedade dos programas RenovaBio e Rota 2030 e entendem que ambos são fundamentais para a promoção da segurança energética nacional e do desenvolvimento econômico. Eles estão alinhados com os princípios de desenvolvimento sustentável e com as metas de combate ao aquecimento global e mudanças climáticas assumidas pelo Brasil”, informam em nota conjunta.

O acordo está centrado em três pilares, segundo as entidades, cada um com objetivos específicos: previsibilidade e garantia de oferta de biocombustíveis (previsto pelo Renovabio); maior eficiência energética (prevista no Rota 2030); e redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), que permeia o âmbito dos dois programas. Cada um deles prevê diferentes ações.

No primeiro pilar, para garantir a previsibilidade e a oferta de biocombustíveis, as duas indústrias defendem a definição de uma diretriz de longo prazo para o uso dos biocombustíveis no Brasil, além do estímulo ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias visando ganhos de eficiência, como por exemplo o de etanol de segunda geração e do biometano. Está previsto ainda garantir um diferencial competitivo para o etanol e para outros energéticos derivados da biomassa por meio de mecanismos que permitam sua valoração adequada.

No pilar relacionado a maior eficiência energética, prevista pelo Rota 2030, as diretrizes contemplam a revisão das especificações dos combustíveis automotivos a fim de melhorar seu uso no País, tais como o teor água no etanol, o nível de mistura de etanol na gasolina, o aumento da octanagem da gasolina tipo C, características do biometano etc.; promover tecnologias que aumentem a eficiência de motores no uso de etanol como combustível por meio de incentivos à pesquisa, inovação e introdução dessas tecnologias em novos veículos. Por fim, defendem ainda a adoção de critérios e incentivos para valorizar os biocombustíveis nas metas de eficiência veicular previstas pelo Rota 2030.

Por fim, Anfavea e Unica concordam que para redução de emissões dos gases de efeito estufa (GEE) é necessária a valorização dos benefícios associados à produção e ao uso do etanol, seja como aditivo ou combustível final, e outros biocombustíveis, a fim de compará-los aos combustíveis de origem fóssil; além de uma definição de metas de redução das emissões de GEE ao longo da cadeia de produção e de uso do etanol (do campo à roda ou no ciclo de vida) e de outros biocombustíveis, compatíveis com os compromissos assumidos pelo País na COP-21; e o alinhamento dessas metas de redução das emissões de GEE com os objetivos relativos à eficiência energética veicular.

“Além de garantir a segurança energética de forma sustentável, as políticas públicas e demais medidas necessárias à execução desta agenda contribuirão para a promover um ambiente propício para novos investimentos, com benefícios econômicos, ambientais e sociais ao País”, diz a nota.

Anfavea e Unica destacam que entre os benefícios da ação conjunta estão a melhora da qualidade do ar, o desenvolvimento da indústria, a criação de empregos, a redução dos dispêndios com a importação de combustíveis, o estímulo à inovação tecnológica e a preservação da infraestrutura de distribuição e revenda de combustíveis. “Esses múltiplos benefícios reforçam a necessidade ímpar de uma atuação harmônica e consistente entre o Estado e a iniciativa privada. Este é o entendimento comum pelas lideranças aqui representadas. A construção conjunta desse compromisso e a busca de convergências é vital para posicionar o Brasil na vanguarda do desenvolvimento sustentável no setor de transporte veicular.”
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