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Meio Ambiente | 24/03/2017
Ibama confirma multa de R$ 50 milhões à Volkswagen
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou a decisão de multar a Volkswagen do Brasil em R$ 50 milhões por fraude em testes de emissão realizados em laboratório com picapes Amarok 2011 e 2012. O órgão negou recurso à montadora, que tentou demonstrar que o software instalado nos carros para adulterar o padrão de emissões durante testes laboratoriais não estaria ativo nem seria efetivo para burlar medições.

Um relatório concluído pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em janeiro deste ano, a pedido do Ibama, apontou que as picapes VW, equipadas com motor EA 189 2.0 turbodiesel, continham dispositivo que reduzia em 0,26 g/km, em média, a emissão de poluentes informada durante os ensaios de laboratório.

“Se não fosse a ação do dispositivo, as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) superariam o limite regulamentado. Em média, atingiram 1,101 g/km e, portanto, os veículos teriam sido reprovados nos testes”, aponta trecho da decisão apresentada pelo Ibama.

O órgão também determinou que a empresa realize o recall das picapes Amarok que contêm o dispositivo capaz de reduzir emissões durante testes. Segundo o órgão, a convocação envolve mais de 17 mil veículos. Em resposta, a montadora informou apenas que “foi notificada na quinta-feira (23/3), está analisando a decisão e se manifestará oportunamente”.

Como se sabe, o problema que afeta a Amarok é o mesmo que detonou globalmente o escândalo do dieselgate e levou o Grupo Volkswagen a fazer grandes mudanças em seu comando mundial e resultou, somente nos Estados Unidos, em uma multa de US$ 4,3 bilhões (veja aqui).

A fraude foi desvendada nos Estados Unidos em setembro de 2015 pela agência de proteção ambiental americana. O órgão descobriu que um software instalado em vários motores diesel da VW era capaz de promover a redução momentânea de poluentes quando “percebia” que o veículo era plugado em equipamentos de análise. A fraude afetou motores diesel 1.2, 1.6 e 2.0 de cerca de 11 milhões de veículos de diversas marcas do grupo vendidos globalmente, como Audi, Seat, Skoda e a própria Volkswagen. No Brasil, onde é proibido o uso de motorização diesel em carros, a Amarok foi o único modelo atingido pelo problema.
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