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Engenharia | 08/12/2014
Para o desenvolvimento, importante é manter a confiança no Brasil
Em tempos de mudança e na vigência do Inovar-Auto, que incentiva investimentos em inovação no Brasil, para a comunidade da engenharia a corrida da competitividade segue seu impreterível curso. Pode, no máximo, alterar seu ritmo, e até mesmo acelerar.

No Brasil os avanços tecnológicos antes restritos aos top de linha já equipam também os chamados carros de entrada, a despeito de não raras oscilações de humor do mercado automotivo que temos assistido. O fato é que, mesmo na tensão do ambiente político e econômico típica do pós-eleitoral, a indústria e a engenharia têm diante de si a oportunidade para seguir o caminho para a inovação até com mais intensidade.

Podemos projetar e somos capazes de realizar um futuro cada vez mais inclusivo para as pessoas na mobilidade. Por força de exigência da legislação ou não, nossos carros têm evoluído em soluções tecnológicas adaptadas às necessidades dos novos tempos, caracterizados pelo adensamento populacional que só faz aumentar a complexidade da vida nas cidades.

A tecnologia está disponível e já alcança o transporte individual e coletivo, em consonância com a tendência de integração de modais para que o desenvolvimento social e econômico sustentável das cidades e suas populações fluam como devem fluir.

Estou certo de que o melhor ainda está por vir. Temos muito o que fazer do ponto de vista legal para que tecnologias disponíveis, como a que move os veículos autônomos, tenham aplicação prática em nossas ruas. Também há inúmeras oportunidades em serviços, como o compartilhamento de veículos, que podem ser soluções específicas para o tráfego nas grandes metrópoles brasileiras.

Do ponto de vista macroeconômico, é consenso no setor a necessidade de avanços em políticas que promovam o desenvolvimento e a saúde das operações no País. O retorno a níveis positivos de exportação, importante para o equilíbrio da balança industrial, está entre elas.

O futuro chega a cada minuto e a indústria automotiva mantém sua prática de investimentos de médio e longo prazos, típica do negócio, quase que obrigatória para a sobrevivência no mercado. Os desafios, a superação, e a confiança no Brasil são as nossas ferramentas.

O engenheiro Ricardo Reimer é presidente da SAE BRASIL e do Grupo Schaeffler no Brasil
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