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Tecnologia | 07/11/2014
A evolução da motorização e os veículos elétricos
A discussão sobre a introdução da motorização elétrica no Brasil, nas suas várias modalidades (híbridos convencionais, híbridos plug in, elétricos puros, hidrogênio), tem se arrastado nos últimos anos e até agora, com exceção de uma medida pontual aplicada aos veículos híbridos convencionais que reduz imposto de importação, não temos uma política definida.

A situação na Europa, incluindo Rússia e a Turquia, mostra uma estratégia mais elaborada e definida. Todas as principais montadoras têm um mapa tecnológico com diversas versões eletrificadas.

Entre os fatores que impulsionam a introdução desta tecnologia no âmbito europeu podemos citar: redução mandatória das emissões de CO², questões ambientais, Incentivos diretos e indiretos, vontade política, desenvolvimento de tecnologias de ponta, prestígio do fabricante, desempenho, facilidade para introdução de direção autônoma, etc.

Por outro lado, há os fatores impeditivos, como: capacidade de carga das baterias, autonomia, tempo de recarga, custo das baterias, infraestrutura de carga, reciclagem das baterias, medo da mudança, entre outros. No entanto a maior parte destes fatores técnicos está sendo objeto de intensa pesquisa, com resoluções bem encaminhadas.

Um forte fator motivador é a redução mandatória das emissões de CO². O objetivo na Europa para o índice de emissão de CO², em 2015, é de 130 g/km, o mesmo adotado pelo Inovar-Auto a ser aplicado no Brasil em 2017 para a obtenção da redução de 2 p.p. adicionais de IPI. Mas, na Europa já há um objetivo de 95 g/km a ser atingido em 2021. O não atendimento da meta implica em pesadas multas. Para o atendimento deste novo desafio a estratégia de introdução dos elétricos torna-se fundamental.

O gráfico abaixo, pela LMC Automotive, representada no Brasil pela Carcon Automotive, mostra três cenários com as ações sendo tomadas para atingir-se a meta de 95 g/km CO² em 2021. Temos ações na melhoria dos motores a combustão, como por exemplo: injeção direta, redução do número de cilindros e a propagação dos turbos, entre outras. Estima-se que 75% dos motores serão turbinados na Europa Ocidental em 2021 e a motorização em três cilindros vai de 8% em 2010 para 26% em 2021.

Na evolução veicular em si, temos, por exemplo: forte redução de massa, evolução na aerodinâmica, menor resistência ao rolamento, novos materiais, entre outras.

veículos elétricos

Os diferentes cenários referem-se à introdução das várias ações, que por sua complexidade podem acontecer mais ou menos rapidamente. O cenário base é o mais provável. Neste caso a eletrificação atinge cerca um terço dos modelos produzidos em 2021.

Com a tendência de várias montadoras de usar plataformas e motorização globais no Brasil, alguns destes benefícios serão sentidos em nosso país. Porém, no caso da motorização elétrica, não vemos um estratégia consistente, por enquanto.

No próximo gráfico vemos a evolução das várias tecnologias, que principalmente devido à contínua ênfase na redução de emissão do CO² leva a uma eletrificação da propulsão ao nível de cerca de 40% em 2030. Mesmo assim, a instalação de motores a combustão permanece em 86% dos veículos leves, devido ao seu uso nos híbridos.

Neste caso projetamos que o objetivo de emissões de CO2 em 2030 será posicionado em 75 g/km.

veículos elétricos

Neste gráfico já notamos uma pequena participação dos veículos a célula de combustível por hidrogênio em 2030. Esta tecnologia parece ser a um prazo mais longo aquela para onde devem convergir as modalidades elétricas. Ela reúne as qualidades de desempenho dos elétricos à rapidez de abastecimento. Mas ainda está em um estágio preliminar de desenvolvimento.

Estes dados incluem toda a Europa Ocidental, Oriental, Rússia e Turquia, com um universo de 26 milhões de veículos produzidos em 2021.

E NO BRASIL?

Gostaríamos muito de poder apresentar a evolução destes cenários para o Brasil na questão da eletrificação, mas não temos ainda estratégia definida para este setor e qualquer previsão seria total especulação.

Indiretamente vamos nos beneficiar com as melhorias nos motores a combustão e com o projeto dos veículos, já que a tendência é de globalização das plataformas. Na questão da eletrificação no Brasil, temos pouco a dizer. Com a palavra, o governo.
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