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AUTOFOCO | 03/06/2021
Cledorvino Belini, ainda com pique total

As histórias de Belini e da FCA se entrelaçaram por 44 anos

Cledorvino Belini aposentado? Muito ao contrário do que se poderia imaginar, ele anda mais ativo do que nunca. Nem de longe o incansável administrador e executivo pensa em aposentadoria. Aos 72 anos (nasceu em 3 de maio de 1949), mora em Nova Lima (MG) e está bem de saúde, depois de enfrentar a Covid-19 e uma internação de dez dias no CTI do hospital Mater Dei, de Belo Horizonte, MG. “Estou com pique total”, disse a Automotive Business.

“Depois que me aposentei na FCA, fui indicado pelo BNDES para o conselho de administração da JBS para ajudar na reestruturação da empresa. Em seguida atuei na Odebrecht para implantação do compliance”, lembra Belini. Em fevereiro de 2019, a convite do governador de Minas Gerais, assumiu a presidência da Cemig, liderando um processo de reestruturação da companhia. Deixou o comando no ano seguinte e passou a fazer parte do conselho de administração.

É membro do conselho de administração da Baterias Moura (e estudioso de acumuladores de energia), vice-presidente da associação comercial de Minas Gerais e presidente do Minas pela Paz, entidade criada pela Fiemg e pelas maiores empresas daquele estado para combater a violência, reduzir a criminalidade e promover a inclusão social por meio da educação. É sócio da Belini Associados, da Belini Empreendimentos Imobiliários e sócio da Greenbel Geração Solar.

CARREIRA INTENSA



Belini formou-se em administração de empresas pela Universidade Mackenzie e cursou a pós-graduação em finanças no curso de mestrado na USP. Possui MBA pelo FDC/Insead, obtido em 2002.

Conheci o Belini no início de sua carreira executiva quando foi presidente da Magneti Marelli, de 1997 a 2004. Em minha entrevista, para editar um balanço do desempenho do setor automotivo, ele enfatizava a importância da logística e da estratégia, conceitos que o guiaram em uma das mais bem sucedidas carreiras na indústria automobilística.

As histórias da Fiat no Brasil e de Belini se entrelaçaram por 44 anos. Ele chegou ao Grupo Fiat em 1973, antes mesmo da construção da Fiat Automóveis, que começaria a produzir em 1976. Trabalhava na Fiat Tratores, a divisão de máquinas agrícolas que, depois de se expandir através de incorporações, tornou-se a Case New Holland (CNH), como recorda Roberto Baraldi, atual responsável por media relations na área de comunicação corporativa da Stellantis, empresa fruto da recente associação entre o grupo Fiat e Peugeot Citroën.

Na Fiat Tratores, Belini exerceu diversas atividades, chegando a diretor de compras, planejamento da produção e logística, cargo que ocupou de 1983 a 1986. Em 1987, recebeu um convite para trabalhar na Fiat Automóveis como diretor de compras. Nesta função, escreveu um capítulo importante da história da Fiat e de Minas Gerais com o programa conhecido como “mineirização” da cadeia de suprimento, com o desenvolvimento do parque de fornecedores e implantação do just-in-time e do kanban, com ampla redução de estoques.

A partir de 1994, já como diretor comercial e diretor geral da Fiat Automóveis, Belini foi o responsável pela introdução do bem-sucedido programa de vendas Mille On Line e lançamento do Fiat Palio, carro mundial da Fiat.

Em 2005, Belini assumiu a presidência do Grupo Fiat na América Latina. Em 2011, quando da aquisição do controle acionário da Chrysler pela Fiat, Belini também assumiu a responsabilidade pelas atividades da FCA – Fiat Chrysler Automobiles na América Latina. A partir de 2009, Belini passou a integrar o Conselho Executivo (GEC) do então Fiat Group, a mais elevada instância mundial de comando executivo do Grupo Fiat Chrysler. Nessa época, o executivo acumulou a presidência da Fiat Finanças Brasil (2005) e a presidência do conselho de administração do Banco Fidis (2009).

Foi, além disso, membro do conselho superior estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Paulo (Fiesp) e do International Advisory Board da Fundação Dom Cabral, atuando no projeto Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

Entre março de 2010 e abril de 2013, Belini foi presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No final de 2015, após a inauguração da fábrica de Pernambuco, Belini deixou a FCA e ficou atuando como presidente de desenvolvimento da FCA Participações, onde permaneceu até o final de 2017, desligando-se do grupo.

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