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Estratégia | 27/03/2019
Para seguir relevante no setor automotivo, meu negócio precisou mudar
Mudar dói. Não é fácil rever antigos hábitos, a nossa visão de mundo e, principalmente, a rotina e forma de trabalhar. Digo isso com propriedade de causa. Nos últimos dois anos fui constantemente desafiado a reinventar o meu negócio para que ele permanecesse relevante. A indústria automotiva enfrentou uma crise profunda no Brasil e agora passa por uma revolução global. Enquanto isso, o jornalismo, base do nosso trabalho em Automotive Business, também encara uma revolução. Era questão de sobrevivência.

Percebi que, se não fizéssemos nada, o meu negócio perderia relevância diante do contexto em transformação. O cenário era desafiador: a nossa capacidade de levar informação a quem interessava tinha enfraquecido. Durante a crise houve uma renovação até mesmo do nosso público, os profissionais que atuavam nas empresas automotivas. O alcance que costumávamos ter ficou prejudicado com a troca de cadeiras.

Parte de quem, em teoria, deveria nos acompanhar sequer nos conhecia. Já uma parcela do público ativo sentia que a nossa cobertura da indústria automotiva não era tão ampla quanto o necessário. Experimentei a sensação de ver a minha relevância profissional começar a se dissolver. Eu já não tinha todas as respostas e, para piorar, não sabia muito bem como reverter este cenário.

Pensei que talvez fosse uma crise comum para quem tem tantos anos de carreira: são cinco décadas de trabalho como jornalista – boa parte delas no setor automotivo. Demorou um pouco, mas entendi que, na verdade, aquela não era uma crise minha. É uma epidemia da era digital.

PARA ACHAR RESPOSTAS DIFERENTES, PROCURE EM OUTROS LUGARES


Essa sensação de que perdemos a relevância cada vez em que ficamos parados é a melhor e a pior parte do momento de transformação que vivemos. O conhecimento e os negócios evoluem rápido e eu, que já tinha me conformado com a experiência adquirida, precisei aprender a me reinventar. Tirei alguns bons aprendizados deste processo. O primeiro maior deles foi aprender a ouvir. Eu já não era mais a única voz da sala, não detinha todo o conhecimento. Precisei exercitar a escuta e a humildade intelectual para permitir que o meu time e a minha sócia (e filha), Paula Braga, assumissem cada vez mais a construção de novas soluções e ideias. Para achar novas respostas, afinal, foi preciso fazer novas perguntas e procurar em outros lugares – não apenas nas gavetas de arquivo da minha própria cabeça.

Devagar entendemos que o valor de Automotive Business está em construir em seu entorno uma comunidade de pessoas que atuam no setor e trabalhar para gerar impacto positivo ali. Não somos uma editora, somos uma plataforma de conteúdo que entrega informações relevantes, que indica caminhos para que as empresas da indústria automotiva não fiquem para trás diante das novas tendências. Também oferecemos ferramentas para que a nossa audiência construa os seus negócios da forma mais saudável e sustentável possível. É este o nosso valor.

O VELHO MORRE, MAS HÁ SEMPRE NOVAS SOLUÇÕES


Pensando tanto nisso, decidimos reinventar a revista Automotive Business, agora feita só de conteúdo exclusivo. Também demos um passo ousado e criamos o Automotive Business Experience, #ABX19, que acontece no dia 27 de maio. Será o maior evento já realizado na nossa história, para 2 mil lideranças. A meta ali é ser o marco zero para as empresas que atuam no setor automotivo, que sairão dali abastecidas de informação e negócios em potencial para os próximos meses. Confesso que nunca teria chegado a uma ideia tão ampla sozinho. Está aí o valor da escuta novamente.

Ampliamos o conteúdo que estávamos acostumados a oferecer nos nossos eventos. A indústria automotiva não é feita mais só de insumos, autopeças e carros. O ecossistema agora inclui o setor de tecnologia, serviços, mobilidade... Por isso, todas estas áreas terão voz nos seis palcos do evento. Quem estiver ali vai sair abastecido, entendendo os novos cenários.

Em paralelo, uma plataforma digital inédita vai garantir o match entre potenciais parceiros de negócios. A ideia é assegurar que os profissionais que atuam no setor em diferentes fornecedores e em startups conversem e construam novas soluções e ideias. Assim como eu precisei fazer com a minha própria carreira, a indústria automotiva do amanhã deve desenvolver algumas competências: a humildade intelectual e a capacidade de ouvir e construir em conjunto. Há um potencial de negócios imenso escondido aí. Vamos puxar o pano e revelá-lo.

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