home not�cias an�lise quem � quem ABTV

acesse aqui a versão padrão

AUTOINFORME | 28/11/2018
Vendas devem crescer e não cair, como diz a GM
Ao anunciar, na segunda-feira, 26, o provável fechamento de cinco fábricas nos Estados Unidos e no Canadá, além de duas fora da América do Norte, e demitir 14.700 empregados, a General Motors justificou a medida argumentando “um ajuste para a nova realidade do mercado”, que, segundo a empresa, está focado cada vez mais em veículos elétricos e autônomos e na mobilidade compartilhada, com o crescimento de aplicativos de transporte, como o Uber. Para a GM, o aumento do uso desse sistema vai resultar em menos compradores para carros novos.

Ora, o mundo não está consumindo menos carros, ao contrário, a produção e as vendas crescem a cada ano e a China está aí para provar isso, com 30 milhões de unidades por ano.

Se aumentarem os aplicativos de transporte, as montadoras vão continuar produzindo para atender a demanda. Mais do que isso: as vendas devem crescer, porque o usuário passa a andar de Uber, mas não deixa de ter o carro próprio na garagem.

Se surgem novas teologias – como o carro elétrico e o autônomo –, isso leva a um aumento de vendas e não a uma recessão.

A produção mundial de carros deverá crescer 30% até 2030, para um total de 123 milhões de unidades, indica o estudo feito pela consultora Oliver Wyman (hoje o volume é de menos de 100 milhões), mesmo considerando que o número de carros partilhados cresça 95% na Europa, 114% nos Estados Unidos e 358%, na China.

Portanto, por traz da decisão da GM estão outros fatores:

1- O fim da produção de alguns modelos, como os sedãs Cruze e Impala, cujas vendas têm caído fortemente nos últimos meses. O mundo, EUA inclusos, está mudando radicalmente de preferência, a favor dos SUVs, que estão engolindo outras categorias antes preferidas pelo consumidor, como a dos sedãs.

2- As tarifas impostas pelo presidente Trump para insumos importados, como aço e alumínio.

3- A opção da empresa em fabricar carros em outros países por um custo menor, como México e China.

_______________________________________________________
Este artigo foi publicado originalmente pela Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br
[ voltar ]