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AUTOINFORME | 01/03/2018
Vendas crescem em mês curto
Mesmo com apenas 18 dias úteis, fevereiro teve crescimento de 14,6% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, que teve um dia a mais (19). O segundo mês do ano registrou o total de 151.680 automóveis e comerciais leves vendidos, contra 132.416 em fevereiro de 2017.

O Detran permaneceu fechado na segunda e na terça-feira de Carnaval, portanto não houve licenciamentos, sendo que na quarta-feira de cinzas o órgão funcionou apenas meio dia.

O volume mensal total ainda é fraco, o pior dos últimos 12 meses, mas as vendas diárias cresceram e se mantêm na média de 8 mil unidades. Foram exatamente 8.427 carros por dia útil no mês passado, contra 7.980 em janeiro.

Sobre janeiro, que teve 175.553 unidades vendidas, houve queda de 13,6%, sendo que o primeiro mês do ano teve quatro dias úteis a mais (22), tanto que a média diária de vendas foi bem mais baixa: 7.980.

As vendas diárias são o melhor indicador de como vai o mercado e o resultado acumulado no ano confirma o bom momento do setor: com 327.233 unidades nos dois primeiros meses do ano, 2018 registra crescimento de 18,6% sobre o mesmo período do ano passado, índice muito superior ao crescimento previsto pela indústria no ano, que é de 11,3%.

A GM repete mais uma vez o bom desempenho que tem tido nos últimos tempos, mantendo folgada liderança. Em fevereiro a empresa vendeu 27.386 unidades e obteve 18,1%. Volkswagen e Fiat aparecem em segundo e terceiro lugares. E a Hyundai passou a Ford, sendo a quarta marca mais vendida no mês (veja o ranking completo das 30 marcas mais vendidas).



OS CARROS MAIS VENDIDOS EM FEVEREIRO


VW Polo confirma quarto lugar. Renault Kwid se recupera e já é o quinto. Jeep Compass segue líder entre os SUVs. Nissan Kicks passa o Hyundai Creta



As primeiras posições no ranking de vendas por modelo parecem bastante consolidadas, com o Chevrolet Onix disparado na frente (vendeu 12.795 unidades em fevereiro) e Hyundai HB20 e Ford Ka na segunda e terceira posições, respectivamente, embora bem distantes do líder: o HB20 vendeu 7.364 e o Ka 6.570.

Em seguida, há uma mistura de carros com grande tradição no mercado e modelos novos, que avançam em busca dos primeiros postos do ranking. O Volkswagen Polo, por exemplo, confirma a boa aceitação no mercado: cravou a quarta posição em fevereiro, com 4.939 unidades. Em seguida, outro modelo novo que está obtendo a preferência do consumidor, o Kwid, da Renault, quinto colocado no mês com 4.505 unidades vendidas.

Nas nas posições seguintes aparecem dois velhos campeões de venda: o VW Gol, sexto colocado, com 4.490 unidades, e a picape Fiat Strada, com 4.138. O Toyota Corolla se mantém como o único sedã médio entre os líderes e a lista dos dez mais, que é fechada com o Chevrolet Prisma e o Jeep Compass, este líder entre os utilitários esportivos.

Logo a seguir, três SUVs: Honda HR-V, Nissan Kicks e Hyundai Creta brigam por uma vaga entre os mais vendidos, sendo que os Fiat Argo, Mobi e Toro também estão bem próximos da lista dos dez mais, todos eles com vendas acima das 3 mil unidades em fevereiro.

Em seu primeiro mês de mercado o Virtus, novo sedã da Volkswagen, derivado do Polo, ficou em um discreto 34º lugar, com 1.456 unidades vendidas, o que pode ser explicado pelo lento início de faturamento do carro às concessionárias.

CARRO VOADOR


No passado, o carro do futuro, ou seja, o carro do presente, era um carro voador. Profetas e videntes imaginavam bólidos com design enérgico, provocador, protagonizando um mundo como o dos Jetsons (série de TV de Hanna-Barbera exibida originalmente entre 1962 e 1963).

A Nasa, agência espacial estadunidense, criou um protótipo de avião pessoal, com dois motores elétricos, mas o projeto, que já tem mais de dez anos, é bastante desconfortável, pois obriga o único ocupante a viajar de bruços, como um pássaro: é quase uma “roupa voadora”, em que o piloto tem de se encaixar na cabine de comando. O veículo voador da Nasa não decolou comercialmente.

O fascínio pelo veículo voador vem desde a criação do carro. E, a rigor, já foi inventado. Vinte anos depois que Karl Benz colocou em funcionamento o primeiro triciclo equipado com motor a combustão interna, em 29 de janeiro de 1886, Santos Dumont faria a primeira decolagem autopropulsada com o 14-Bis, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

Mas avião é avião; carro voador tem outra utilidade, é um veículo individual, monoposto ou no máximo para quatro pessoas, como um carro normal. E esse ainda não decolou. Mas as tentativas continuam e surgem mais alternativas.

A empresa holandesa Pal-V anunciou o lançamento de seu primeiro produto, o carro voador Liberty e promete apresentá-lo ao público no Salão de Genebra, que acontece agora em março na Suíça. Será o primeiro carro voador de produção em série do mundo, um triciclo com duas rodas traseiras e uma dianteira; a propósito, terá o mesmo formato do primeiro veículo de Karl Benz, impulsionado por dois motores e uma hélice retrátil tipo telescópico. Para decolar, o Liberty precisa de uma pequena área, apenas alguns metros de pista.

Tecnicamente o Liberty está pronto, mas ainda não tem autorização pra voar. Para isso serão necessárias as certificações ambientais e de segurança, mas segundo o fabricante, ele já atende aos padrões legais para a circulação de terra e ar nos EUA e Europa Ocidental.

Outro lançamento previsto para os próximos meses é o EHang, um voador com controle autônomo e motores elétricos, projetado para transportar dois passageiros. O veículo, uma espécie de drone tripulado, está sendo testado na China (mais de 1000 horas de vôo), dois anos depois de sua primeira aparição numa feira em Las Vegas.O Ehang tem oito motores elétricos, velocidade de 100 km/h e autonomia de 23 minutos.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

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