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DE CARRO POR AÍ | 15/12/2017
JAC nascerá em Goiás?
Governo goiano alardeia assinar termos necessários para incentivar com renúncia de três quartos do valor do ICMS a empresa de representação da chinesa JAC para fazer automóveis em Itumbiara, GO. Sergio Habib, o representante, tentou instalar a empresa na Bahia mas enfrentou sérios percalços, da saída do sócio chinês à chegada do projeto Inovar-Auto, uma deferência pessoal do governo Dilma, visando detonar a possibilidade aberta pela JAC de vender carros importados, equipados, a preço de nacionais pelados.

Produtos para Goiás serão os utilitários esportivos T40 e o futuro T50, processo se baseará na marcha-à-ré industrial adotada pelo Inovar-Auto, com mínima nacionalização, por montagem de peças importadas e pequenina agregação de partes nacionais.

Haverá rapidez no processo, pois segundo consta Habib/JAC arrendaram a fábrica pronta e fechada pela HPE, a montadora de Mitsubishis, que ali montou jipes Suzuki. Industrialmente a capacidade inicial é de 7 mil veículos/ano.

Goiás é pouco lembrado polo automobilístico, mas sedia produção de Mitsubishi e Suzuki pela HPE em Catalão; Hyundai (e agora Chery) em Anápolis pela Caoa; terá chineses JAC em Itumbiara; opera máquinas agrícolas John Deere na mesma Catalão.

ENFIM, A INSPEÇÃO TÉCNICA

Contran, órgão normativo de trânsito, regulamentou a Inspeção Técnica Veicular. Obrigará todos os veículos a verificação de itens operacionais a cada dois anos para renovar licença. Será feita por órgãos públicos ou privados, chancelados por Detran de cada estado.

Decisão importante, aplica decisão anterior contida no Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, necessária a depurar a frota dos veículos inseguros. Nada de invenção, ocorre em todo o mundo, de critérios não aleatórios, pois o órgão teve colaboração da AEA, a associação de engenharia automotiva.

Inicialmente serão motivos para não liberação os DMG, Defeitos Muito Graves ou DG, Defeitos Graves nos freios, pneus, rodas, equipamentos obrigatórios, equipamentos proibidos ou reprovação na inspeção de emissão de poluentes e ruído. No segundo ano, a inspeção incluirá o sistema de direção. Veículos reprovados terão 30 dias para correções e novo exame.

Carros com mais de trinta anos de produção, licenciados como Veículo de Coleção, com registro no certificado e placas pretas, estarão isentos.

Há movimento a partir de Brasília, petição eletrônica buscando reconsideração pelo Contran para isentar os antigos apenas antigos, não reconhecidos como De Coleção. Parece iniciativa sem possibilidade de êxito.

BOA IDEIA

O Contran também criou o Roadmap, cronograma para as indústrias se prepararem a produzir os itens de segurança de aplicação futura, com segurança jurídica. O cronograma, à base de estudos técnicos para regulamentar itens a ser inspecionados. A obrigatoriedade deve se iniciar em 2019.

COM PRIUS, TOYOTA LIDERA HÍBRIDOS

Levantamento da Toyota indicou, ao superar a venda de 10 milhões de unidades de veículos híbridos, lideradas pelo Prius com 6,1 milhões, terá evitado emissão de 77 milhões de toneladas de CO2, e reduzido o consumo de gasolina em 29 bilhões de litros, comparando-os com automóveis convencionais do mesmo porte e aplicação. A mudança faz parte das exigências da sociedade para melhor convívio com o meio ambiente, sólida tendência para o futuro. A Toyota entendeu-a e se preparou para assumir a liderança mundial na nova demanda, ao oferecer produtos com características de construção, utilização, preço e manutenção comparáveis aos veículos convencionais.

Olhos no futuro, a responsabilidade de sobrevivência em mercado mutante ante novas exigências, instigou a empresa à decisão de investir no caminho de criar a opção ao convencionalismo secular da formulação dos automóveis atuais, maioria do mercado.

Projeções da empresa sinalizam, para factibilizar os efeitos da redução de emissões e ganhos na qualidade do ar há que inseri-los no mercado e fomentar seu uso, significando substituir os carros convencionais, usuários dos motores endotérmicos pelos de nova tecnologia, e os híbridos são o primeiro passo para a mudança de comportamento dos consumidores.

A Toyota projeta, em 2050 não mais terá automóveis só com motores de combustão interna. Em outubro de 2015 empresa anunciou seu Desafio Ambiental estabelecendo série de compromissos e desafios para aproximar-se do nível zero em impactos negativos do automóvel, da produção ao uso.

Prius
Com o protagonismo de, há 20 anos, produzir o primeiro híbrido em massa no mundo – além do Prius, vendido no mercado nacional, há outros – e o foco de aproximar preço e facilidade de uso aos veículos convencionais, há uma aceleração pelo consumo do produto. Num mapa, em 20 anos venderam-se 10 milhões de unidades, numa aceitação crescente, e o milhão mais recente foi conquistado em apenas 9 meses.

Em quarta geração, agora construída sobre a nova plataforma modular da marca, a TNGA – Toyota New Global Architecture –, focou em eficiência, desempenho ambiental, alta performance e prazer de condução.

No Brasil o Prius lidera com ampla margem o segmento dos híbridos, num crescendo de aceitação. Nos 11 primeiros meses do ano vendeu 2.208 unidades, crescimento de 508% relativamente a 2016. Até o momento, desde 2013 quando iniciou vender o Prius no mercado brasileiro, em torno de 3.400 unidades foram emplacadas. Sucesso está lastreado em preço contido, R$ 126.600, próximo ao modelo Corolla; em formas identificativas; conforto; praticidade e facilidade de uso; economia – quase 19 km/litro –; manutenção com preços assemelhados aos serviços em Corolla; garantia de 8 anos para o sistema híbrido; motivação aos revendedores.

RODA-A-RODA

Fica? – Agência econômica JP Morgan em papel aos clientes informou estar a Ford analisando seriamente deixar a operação na América Latina, à vista dos enormes prejuízos acumulados nos últimos anos. Ford, naturalmente, negou.

Futuro? – Pode não sair, mas deve encolher, e aparentemente isto está há tempos no radar da matriz, pois a Ford Brasil não tem investimentos desde 2015. Condicionamento deve ditar revisão geral, como o futuro da fábrica em São Bernardo do Campo; a continuidade da produção de caminhões – só o Brasil e a Turquia fazem caminhões Ford.

De volta – Toyota volta importar sedã Camry. Lançado este ano emprega motor V6, 3,5 litros, exibidos 310 cv, transmissão automática 8 velocidades, montados sobre nova plataforma TNGA. Encomendas abertas: R$ 189.900.

Lá – Problemas com o filtro de partículas do motor diesel em picapes Toro com transmissão mecânica ocorrem apenas na Argentina, onde reclamado. Aqui não há casos. Questão de uso. Filtro exige temperatura para auto limpar-se, e em Buenos Aires, para-e-anda em pequenas distâncias, não permite faze-lo.

Solução – Fiat fará pequeno manual ensinando o motorista a utilizar o veículo.

Múlti – Volvo iniciou construir SUV XC40 em Ghent, Bélgica. Vende-lo-á no Brasil ao início do segundo trimestre de 2018. Substituirá o XC60. É uma liga das nações: marca sueca, capital chinês, fabrica belga, vendas no Brasil.

Novo City – Festa de final de ano dia 20 Honda anunciará dados e detalhes do novo City 2018. Poucas mudanças de meio do ciclo: grade, faróis, para-choques, procedimentos recentemente aplicados ao Fit. Missão: enfrentar Fiat Cronos e VW Virtus, de comercialização concomitante próximo ano.

Mercado – Janeiro, terceira semana, Volkswagen iniciará a vender o sedã Virtus. ...II – Fiat perdeu a corrida industrial e apenas terá seu Cronos um mês após. Apresenta-lo-á aos 6 de fevereiro na fábrica de Ferreyra, Córdoba, Argentina.

Crença – Pablo Di Si, novo presidente da VW América do Sul, renovou crença de conduzir marca à liderança. Segundo disse, terá produtos – 25 até 2020 -, tem equipe, bom relacionamento com a rede revendedora.

Mico – Dentre os muitos prêmios de indicação profissional sobre veículos, há um Anti-Prêmio, o Pinóquio de Ouro, criação monocrática do jornalista Boris Feldman. Seu portal Auto Papo indicou laureada picape Nissan Frontier.

Razão – A mentira justificativa da escolha é a afirmativa da marca sobre o eixo traseiro como tendo suspensão pelo sistema Multi Link. Induz pensar ser independente como o de automóveis de boa construção, mas a realidade é o uso de secular e incômodo eixo rígido.

Sem papo – Advocacia Geral da União negou pretensão do Prefeito de São Paulo de instalar radares para emitir multas por média horária. Disse, a legislação de trânsito não contempla tal possibilidade.

Mais uma – Two Flex, taxi aéreo, autorizada pela ANAC ligar cidades pequenas às maiores com linhas aéreas convencionais. Opera em Minas, ligando 17 cidades, com 18 monomotores turboélice Cessna Grand Caravan 9 passageiros.

Tradição – Nelson Piquet, filho, além da condução na internacional Fórmula E, volta na história: dirigirá na brasileira Stock Car pela Texaco.

Azul – Eleições no VCB – Veteran Car Brasília elegendo José Luiz German presidente; festa com pequena feira de artesanato para fazer recursos destinados a entidades de fins sociais. Ao final uma das voluntárias distribui brinde aos varões presentes: caixa de Viagra.

Reação – Manifestações machistas, declarações de desnecessidade ao uso, exceto antigomobilista mais objetivo, dizendo misturaria ao combustível; faria gasolina azul; e seu Ford modelo A teria rendimento de V8!

Gente – José Antonio Valiati, CFO da Marcopolo, prêmio. OOOO O Equilibrista, pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, RS. OOOO Oliver Schmidt, 25 anos de VW, boa vida: VP de Finanças da Volkswagen Brasil. OOOO Veio da SAIC, sócia da matriz VW na China. OOOO Stefan Ketter, presidente da Fiat Chrysler América Latina, reconhecimento. OOOO Prêmio Líderes do Brasil na indústria automobilística brasileira. OOOO Julia Boch, alemã, financista, mudança. OOOO Diretora financeira da Porsche Brasil. OOOO Pamela Paiffer e Roberta Madke, da Ford, promoção. OOOO Novas gerentes para relacionamento com imprensa e corporativo. OOOO Boa solução doméstica para suprir vagas recém-abertas. OOOO
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