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AUTOINFORME | 21/09/2017
Mesmo líder, GM diz não estar acomodada
Embora líder do mercado com boa distância em relação aos concorrentes diretos (veja quadro), e com catálogo de produtos renovado, a GM entende que estar diante dessa renovação, se por um lado é promissor, por outro coloca o desafio de fazer os novos carros mais conhecidos do público: “Nos últimos cinco anos retiramos de linha modelos que representavam nada menos do que 70% das nossas vendas; hoje temos nomes novos no mercado, que ainda não estão na memória do consumidor”, disse Hermman Mahnke, diretor de marketing.

Tanto que a sólida liderança de vendas (19% do mercado interno, contra 13,9% da Fiat e 13,7% da Volkswagen, em dados da primeira quinzena de setembro) não deixa a empresa satisfeita. “A participação no mercado nunca é estática. Ou você está crescendo ou está caindo. Por isso não podemos parar de crescer”, sentenciou o diretor, lembrando que a empresa anunciou recentemente investimentos nas suas fábricas e em novos modelos no Brasil.

O dirigente destacou que a GM está passando por um processo de mudanças radicais, assim como todo o setor. Lembrou a fala da presidente mundial da corporação no Fórum Econômico Mundial do ano passado, em Davos, na Suíça: “A indústria automobilística vai mudar mais nos próximos cinco anos do que mudou nos últimos 50”. E ela disse isso há um ano e meio!

As mudanças a que ela se referiu se dariam basicamente sobre quatro pilares: conectividade, eletrificação, compartilhamento e autonomia. Em todos eles a GM está investindo pesado, pois, segundo Hermann, não há muitas alternativas para quem quer sobreviver: participar dessa evolução ou pegar as sobras desse desenvolvimento. “Nós queremos fazer parte desse processo”, finalizou.

HISTÓRIA DO FUSCA, O NOME QUE PEGOU

Volkswagen do Brasil começou a produzir em 1953, montado em um galpão no bairro do Ipiranga. Motor 1.200 cm³. Depois vieram o motor 1.300 e o 1.500, o Fuscão e mais tarde o 1.600. As peças do carro vinham da Alemanha e nos caixotes vinha a palavra Volks, que os alemães pronunciavam “Folks”. Assim nasceu o “Fusca”, nome com o qual a empresa batizou oficialmente o modelo vendido no Brasil em 1983.

Com tantos apelidos pelo mundo, a Volkswagen acabou deixando o nome de livre escolha para cada país:

• Na França era chamado de “Coccinelle”
• Na Itália, Maggiolino
• Na Alemanha Käfer (Quefer)
• Nos países de língua inglesa Beatle – Besouro
• No Brasil, onde teve 3,1 milhões de unidades vendidas, Fusca

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br
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