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AUTOINFORME | 12/07/2017
O fim do carro comum
Os engenheiros automotivos dão por certo que o carro comum está com os dias contados. E o que é o carro comum? Aquele feito para levar a pessoa de um lugar para outro, criado para servir de meio de transporte.

Mas o carro teria outras serventias? O automóvel moderno sim, segundo o engenheiro Ricardo Camargo, presidente do encontro que a associação de engenharia SAE Brasil vai realizar para discutir o assunto.

No lugar do carro comum a sociedade moderna exige um carro conectado com o mundo, que use tecnologias limpas para preservar o meio ambiente, que seja capaz de interagir com o usuário, receber comando de voz ou mesmo ondas cerebrais, além de garantir o melhor custo-benefício na operação. Mais do que isso: o prazer de acelerar vai ficar em segundo plano, pois o veículo moderno vai sozinho para onde você mandar.

Isso não é um exercício de futurismo. Esse carro está chegando por aí. Pense: há quatro ou cinco anos, equipamentos como alerta de ponto cego no retrovisor, sensor de estacionamento e central multimídia eram uma raridade. Hoje são comuns.

O Brasil esbarra no problema da infra-estrutura para que o carro se comunique com a via. Como vai funcionar, por exemplo, o aviso sonoro de saída da faixa de rodagem (que auxilia no controle do veículo), se as pistas são mal sinalizadas?

Mas é assim mesmo: os problemas vão sendo resolvidos conforme as necessidades vão surgindo. E o que parece ousado e inovador hoje, será banal em poucos anos. Ou você não questiona como era possível dirigir sem GPS e Waze?

1 MILHÃO DE CARROS
As vendas no Brasil atingiram 1 milhão de carros na semana passada, marca registrada quatro dias antes do mesmo evento no ano passado. Mais um indicativo de que as vendas estão crescendo: +4,2% no semestre.

OTIMISMO COM EXPORTAÇÃO
Mas a esperança dos fabricantes para este ano é a exportação. A previsão de crescimento das vendas externas, que era de 10%, subiu para 30% com o aumento das compras, principalmente da Argentina, cujo mercado deve bater recorde este ano. Parta atender a demanda, a produção de carros deve crescer 20% no Brasil, com 2,52 milhões de unidades até dezembro.

SÓ ATRÁS DA CHINA
O Brasil é o segundo país com maior número de marcas com fábricas instaladas, só ficando atrás da China.

CHEIRO DE CARRO NOVO
O carro tem materiais que liberam resíduos químicos no ar e formam aquele cheio característico de carro novo, uma mistura dos odores de plásticos, tecidos, materiais orgânicos, couro, cola. As montadoras desenvolvem materiais com odores perceptíveis, mas que não sejam tão marcantes a ponto de incomodar. O cheiro de cada material é submetido a testes e se o resultado não for agradável, muda-se a composição ou até troca o fornecedor.

LIXO QUE NÃO ACABA MAIS
Um dos grandes desafios da humanidade no próximo período é lidar com o lixo. Cada brasileiro produz 387 kg de lixo por ano, ou pouco mais de 1 kg por dia. Assim, o País precisa resolver o que fazer com os mais de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos anualmente. Esse volume daria para encher 220 estádios como o Maracanã.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br
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