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AUTOINFORME | 19/04/2017
O novo momento da Lifan. No Brasil e na China
Que marca é essa que vende uns carros baratos e de qualidade duvidosa?

Para muita gente, as fabricantes chinesas de veículos são vistas assim, no Brasil e também aqui na China. Isso acontece porque muitas marcas chinesas investiram em carros de entrada, com o objetivo de buscar grandes volumes, sem compromisso com a qualidade. Hoje pagam pelo erro. Uma delas é a Lifan, que faz a meia culpa.

Gigante no setor de motocicletas, que começou a fabricar carros somente em 2006, a Lifan está trabalhando para transformar a imagem, investindo em qualidade e tecnologia, avançando em segmentos superiores, fazendo parcerias com fornecedores globais, empresas tradicionais da indústria automobilística mundial.

Essa transição foi iniciada há um ano e já traz como resultado o X60 modelo 2018, o carro chinês mais vendido no Brasil. O X60 foi apresentado para um grupo de jornalistas na fábrica em Chongqing, na China Central, uma cidade de 36 milhões de habitantes e que abriga vários fabricantes de veículos.



O XC60 novo (foto acima) tem frente nova, com mudança no para-choque e uma grade dianteira com aletas horizontais, que deu outra cara ao carro. A traseira tem mudanças nos faróis com luz de LED e o interior também foi remodelado, com acabamento de couro sintético. A grande novidade é o câmbio automático CVT (antes só tinha caixa de marchas manual), que vem acompanhado de teto solar e rodas aro 18.



Mas a grande novidade apresentada aqui na China pela Lifan foi o X80 (foto acima), um utilitário esportivo grande, motor 2.0 turbo de 183cavalos que chega ao Brasil no ano que vem.

O vice-presidente da Lifan, Shen Haojie, disse que a empresa está revendo a estratégia. “Hoje buscamos um padrão superior, já estamos numa posição intermediária e no futuro chegaremos ao nível dos carros alemães e japoneses”, disse.

Na mesma proposta de oferecer modelos de categoria superior e mais equipados, a Lifan planeja levar ao Brasil, no ano que vem, a Minivan M7 (foto abaixo), do tamanho da Zafira, e assim como a antiga Van da GM, com lugar para sete pessoas (cinco mais dois).



Segundo os dirigentes da Lifan, a indústria chinesa está evoluindo, mudando estratégias, melhorando a qualidade e competindo com mais poder de fogo com as marcas ocidentais, por isso avançando na participação no mercado interno chinês, que no ano passado vendeu 28 milhões de veículos e no ano que vem vai vender 32 milhões, para daqui há quatro ou cinco anos chegar a 45 milhões de carros.

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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br
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