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Indústria | 06/02/2015
Perspectivas globais para as vendas de veículos leves
O ano passado terminou com vendas globais de 87,3 milhões de veículos leves, com aumento de 3,5% na comparação com o volume registrado em 2013. Analisando por região, o maior crescimento aconteceu na América do Norte, onde o mercado avançou 6%, seguida da Ásia, com 5% (só na China o crescimento foi de 8%), e da Europa, com alta de 2%. Do lado negativo, a Rússia apresentou queda de 11%, e a América do Sul diminuiu as vendas em 11%, sendo o Brasil e a Argentina os grandes responsáveis pela contração, com queda de 7% e de 28%, respectivamente.

O gráfico abaixo mostra essa variação das vendas de veículos entre 2013 e 2014.



PERSPECTIVAS 2015 A 2020

Os dois gráficos seguintes mostram projeção de vendas para 2015 e perspectiva para 2020 com base em simulações da LMC Automotive, representada no Brasil pela Carcon Automotive. Examinamos alguns mercados importantes, sendo dois já maduros (EUA e Europa Ocidental) e emergentes.

Nos EUA vemos retorno ao volume de pico registrado em 2000, na ordem de 17,5 milhões de unidades previstas para 2020, com perfil de mercado estável, voltado à substituição. Na Europa Ocidental há boa recuperação, com volume acima de 16 milhões previsto para 2020 (em 2013 vendas ficaram abaixo dos 13 milhões), mas ainda abaixo do pico observado em 1999.

Do lado dos emergentes o destaque fica com a Índia, que praticamente vai dobrar as vendas entre 2014 e 2020, saindo de três milhões para cerca de seis milhões de unidades vendidas. Outra nação em evidência é, obviamente, a China, que vem aumentado seus volumes a cada ano e deve sair dos 23 milhões para cerca de 34 milhões em 2020.



No gráfico abaixo mostramos a Argentina, que tem vendas da ordem de 750 mil unidades esperadas para 2020, abaixo do pico de 900 mil anotado em 2013. Para o Brasil as projeções indicam perto de quatro milhões de veículos leves em 2020, acima do recorde de 2012. Ou seja, apesar da queda registrada em 2014 e da estabilidade prevista para 2015, o nosso mercado tem tendência de boa recuperação com crescimento médio de 3,7% ao ano até o fim da década.



Uma reflexão interessante a ser feita é em relação aos aumentos absolutos na Índia, que espera dobrar as vendas até 2020, e sobre a China, que deve adicionar cerca de dez milhões de unidades ao mercado no mesmo período. Estamos falando de cerca de 13 milhões de carros adicionais nestes dois mercados, ou aproximadamente três vezes a demanda brasileira atual. Este cenário estimula a ponderação sobre o quanto esses números vão afetar as decisões de investimentos em novas operações nas várias regiões globais.





Um grande desafio no mercado sul-americano é o aumento da capacidade ociosa. O gráfico acima mostra essa evolução. O melhor ano foi 2011, quando a indústria alcançou 80% de utilização da capacidade instalada. Com as novas operações e expansões das atuais, este aproveitamento tende a cair para 55% em 2015 subindo para 60% em 2020. O excesso de capacidade em 2020 pode chegar a 3,2 milhões de veículos. Certamente este vai ser um grande fator de pressão sobre as montadoras nos próximos anos.
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